Sunday, 7 March 2021

O FIM DO ACORDO DE BRETTON WOODS, SUAS IMPLICACOES; UMA ANALISE MARXISTA FEITA NA EPOCA.

UMA ANALISE MARXISTA DA CRISE PANFLETO DA LIGA TRABALHISTA SOCIALISTA /SLL, ESCRITO POR GERRY HEALY PUBLICADO NO WORKERS PRESS, 15 FEVEREIRO DE 1973


PREFACIO DOS EDITORES

Como afirmado acima, Healy escreveu essa analise em 1973, E um registro historico unico do periodo mais crucial e formativo do processo de declinio da epoca capitalista e, uma analise cientifica marxista desse processo. Tudo o que ocorreu desde entao em de uma forma ou de outra , o resultados dos eventos descritos a seguir. Como Healy previu:- 

"Somente a eliminacao violenta dos valores do capital em grande escala pode agora restaurar as proporcoes "corretas entre o reservatorio de capital constante e o excedente disponivel extraido da classe trabalhadora. Uma destruicao de capital nesse sentido deve assumir a forma de colapso dos precos das acoes, falencia de bancos levando, por sua vez, ao fechamento forcado de muito dos maiores monopolistas europeus e japoneses, que serao totaslmente incapazes de enfrentar a guerra financeira norte americana.

Todas essas coisas aconteceram repetidamente e em uma escala sem precedentes desde que este trabalho foi escrito. O fato de que o sistema capitalista ainda existe deve-se unicamente a traicao do stalinismo e da social democraciam as tendencias politicas gemeas que tem vindo em ajuda do capitalismo repetidas vezes ao conter a luta revolucionaria da classe trabalhadora para derrubar esse sistema. A insistencia de Healy de que um partido revolucionario deve ser construido para liderar a classe trabalhadora nessa luta continua a ser a necessidade mais urgente.

O DESENVOLVIMENTO DA CRISE ECONOMICA  E FINANCEIRA DO POS-GUERRA(Projeto de resolucao apresentado pelo Comite Central da Liga Trabalhista Socialista)

Os atos do governo Nixon na desvalorizacao do dolar marcam uma rapida aceleracao do sistema capitalista em direcao ao colapso e a uma crise mais profunda do que em qualquer momento de sua historia. 

Todo o trabalho politico da Liga Trabalhista Socialista deve partir de uma compreensao da natureza  profunda e da absoluta insolubilidade desta crise. A construcao de um partido revolucionario de massas nao e mais uma exigencia de propaganda, como sempre foi para os revisionistas. E a questao urgente e candente do momento.

Ou a classe trabalhadora, sob a lideranca do partido revolucionario, assume o poder e poe fim a anarquia capitalista, ou a classe dominante sera forcada a impor uma ditadura brutal a classe trabalhadora europeia, japonesa e norte americana.

O que esta em jogo aqui e a treinamento dos trabalhadores em um partido revolucionario, que parte , em tudo que faz, da natureza da epoca como uma epoca de guerras e revolucoes. A medida que a classe trabalhadora agora se move para sua luta decisiva e historica contra o inimigo capitalista, elas precisara combater todos os reformistas, centristas e stalinistas, com seus programas  oportunistas para ajustar novamente as relacoes de cooperacao entre as classes.

Mas essas relacoes de cooperacao nao podem mais ser ajustadas. Fundamentalmente, o periodo requer uma acao revolucionaria para esmagar o poder do estado da burguesia e estabelecer o socialismo. 

Somente as traicoes internacionais da social democracia e do stalinismo tem permitido que as potencias capitalistas, por periodo mais prolongados ou mais curtos, obscurecessem essa natureza da epoca. Mas agora as contradicoes se acumularam mais uma vez de forma tao explosiva sob a superficie da expansao economica que e claramente revelada mais uma vez - a crise por que passa a humanidade exige a remocao do capitalismo. Mas o capitalismo sobrevive por causa das crise da direcao revolucionaria da classe trabalhadora. Portanto, resolver essa crise de direcao revolucionaria e a tarefa principal do momento. E ai reside a essencia da natureza da epoca. Somente o movimento trotskysta foi construido na luta com base nisso.

1. OS REVISIONISTAS E A CRISE

Essa ultima fase  de ruptura  das relacoes financeiras e comerciais do capitalismo mundial e uma vindicacao das analises marxistas e das lutas do Comite Inteernacional da Quarta Internacional contra todos os tipos de revisionismo e stalinismo. Os revisionistas, mais do que ninguem, estao complente expostos pelo desenvolvimento rapido da crise.

Ao longo dos ultimos 20 anos e mais, foram os revisionistas, dirigidos pelo chamado Secretario Unificado da Quarta Internacional que pregaram a teoria do "neo-capitalismo". De acordo com essa teoria espuria e antimarxista, o capitalismo no periodo pos-guerra havia se transformado fundamentalmente.

Nao seria mais o capitalismo do velho tipo, conforme analisado por Marx. Nao estaria mais sujeito a crises e colapso. Por meio da acao do Estado, combinada com uma serie de industrias "baseada na ciencia" que, por sua vez, teriam fornecidos a base para uma "Terceira Revolucao Industrial", o capitalismo agora estaria mais ou menos fundamentalmente estabilizado.

Em vez de preparacao para a revolucao social, essa camarilha revisionista, abandonando tudo pelo qual Trotsky e a Quarta Internacional haviam lutados, defenderam "reforma estruturais" como base para suas atividades politicas.

Essencialmente da mesma natureza eram aquelas teorias de "economia de armamento permanente", avancados pelo grupo pequeno-burgues "capitalista de estado" Internacional Socialista . Essa foi a tendencia que anunciou que no final dos anos 1940 que a Russia era um "estado capitalista" e nao deveria ser mais defendida contra o imperialismo. Foi essa teoria descaradamente anticomunista que levou essa tendencia desertar a Quarta Internacional no inicio da Guerra da Coreia.

Como todos os revisionistas, ambas tendencias demonstraram um odio profundo ao poder revolucionario da classe trabalhadora e uma crenca inquebrantavel na forca do capitalismo. Suas analises completamente falsa do capitalismo foi apenas uma cobertura fina para ocultar seus ceticismos sobre a classe trabalhadora, ceticismo esse que os tornaram instrumentos voluntarios das burocracias stalinista e social-democratas.Foi somente atraves da luta mais tenas contra essas ideias, por longo periodos em dificeis condicoes objetivas, que a Liga Trabalhista Socialista pode analisar o desdobramento da crise atual e, com base nessa analise, formar e educar um quadro de lutadores revolucionarios da classe trabalhadora que agora tem a responsabilidade historica, nesta situacao inteiramente nova, de transformar a SLL em um partido revolucionario..

2. A BASE  DE BRETTON WOODS

A marca registrada do metodo revisionista e que ele e governado inteiramente por impressoes pessoais. Esse metodo que dominou a resposta desses grupos aos desenvolvimentos do capitalismo do pos-guerra. Tanto para o pablismo quanto para os internacionais socialistas, a capacidade do capitalismo de ter evitado uma grande queda nos ultimos 28 anos (1945-70) teria sido um sinal de forca e vigor renovados do sistema. Na verdade, ocorreu exatamente o oposto.

A classe dominante sentiu-se completamente incapaz de impor o tipo de solucao para sua crise apos 1945 que havia feito apos a Primeira Guerra Mundial. O fato de que apos a conferencia de Bretton Woods de 1944 ela foi forcada estabelecer uma serie de agencias por meio das quais a economia foi artificialmentee estimulada por meio da inflacao estava seu reconhecimento de que a classe trabalhadora estava forte demais para ser enfrentada nesse estagio.

A inflacao representou um recuo da burguesia  diante da classe trabalhadora. Esse recuo foi um reflexo do declinio do sistema capitalista e das perdas que sofreu em 1917 na Europa Oriental e na China no periodo imediatamente apos a segunda guerra.. O capitalismo sobreviveu as convulsoes do fim da guerra apenas por meios das traicoes do stalinismo e da social democracia que colaboraram descaradamente com o imperialismo na restauracao do capitalismo na Europa Ocidental.

Esse declinio geral do capitalismo deve ser enfatizado ao se considerar a crise atual.Pois nao e aquele que ocorre no crescimento e expansao, mas em sua agonia e morte.  Esta concepcao teorica sempre teve no centro do trabalho do Comite Internacional da Qurta Internacional e e aquela pelo qual lutou contra todos os revisionistas.

Esse declinio historico do capitalismo pode ser visto na propria natureza dos acordos de Bretton Woods. Sua base foi a criacao do Fundo Monetario Internacionasl, que comecou a operar em marco de 1947. O FMI recebeu um fundo de ouro e moedas, contribuindo conforme  com um plano estabelecido em acordo com varias nacoes.  Esse fundo deveria ser usado para permitir que quaisquer pais com dificuldades na balanca de pagamentos as superassem sem precipitar uma grande crise internacional.

O segundo elemento de Bretton Woods foi a posicao privilegiada dada ao dolar, a pedra angular dos arranjos monetarios do pos-guerra - ate o anuncio do presidente Nixon em 15 de agosto de 1971 - era o fato de que o dolar seria garantido a uma taxa de  5 em relacao ao ouro para fins de comercio internacional e movimentos de capitais. Foi apenas porque os detentores de dolares poderiam, se desejassem, trocar suas posses em dolares por ouro a uma taxa fixa de $35 por uma onca de ouro, que o dolar poderia se tornar o principal ativo de reserva em moeda em toda a Europa durante o periodo do pos-guerra.

Mas esses acordos nao foram como o velho padrao ouro que existiu durante grande parte do seculo XIX, o periodo expansionista do capitalismo. Bretton Woods teve que permitir o uso de quantidades substanciais de papel moeda ao lado do ouro. As contribuicoes de cada pais para o fundo do FMI consistiam em 75% em moeda local e apenas 25% em ouro. Nesse fundo, qualquer pais devedor poderia sacar em troca da promessa de que as moedas flutuaria apenas 1% de cada lado de seu valor de "paridade" em relacao ao dolar.

3. O CRESCIMENTO DA CRISE DO BALANCO DE PAGAMENTOS NORTE AMERICANA

O aprofundamento inexoravel da crise do pos-guerra pode ser visto no aumento constante do deficit na balanca de pagamento norte americana em comparacao com a reducao continua da sua reserva de ouro. Varios fatores estao por detras do aprofundamento dessa crise de pagamentos. Mas todos eles refletem a desigualdade sempre crescente do desenvolvimento capitalista em seu periodo de declinio.

Depois de 1945, apenas o capitalismo norte americano poderia assumir a responsabilidade geral pelo futuro de todo o sistema mundial contra a ameaca da classe trabalhadora e o desafio ao seu futuro que estava implicito na existencia da Uniao Sovietica, Europa Oriental e China.

Mas a erupcao da crise atual provou mais uma vez a validade do julgamento de Trotsky de que nao importa quao forte o capitalismo parecesse, as  contradicoes do imperialismo eram ainda mais fortes.

Em primeiro lugar, a America teve de fazer emprestimos consideraveis a Europa depois da ultima guerra, a fim de sustentar uma serie de regimes quase destituidos e preservar a estrutura social capitalista intacta. Seguindo o programa Lend-Lease do periodo de guerra, o programa de "ajuda" inicialmente assumiu a forma de Marshall Aid (The European Recovery Program), que entrou em operacao no final de 1947.

Os norte americanos tambem tiveram que fazer gastos militares ainda maiores no exterior para preservar seus interesses estrategicos e economicos. Novamente, esta nunca foi uma questao puramente "economica". A guerra e a preparacao para a guerra nunca podem ser divorciada do capitalismo, como as teorias da "economia de artmamentos permanentes" implicam.

As despesas militares ganharam importancia com a eclosao da Guerra da Corea de 1950. Na decada de 1960, a guerra do Vietnan tambem teve um grande impacto como fonte de agravamento do deficit de pagamento dos EUA. Muitos dos meios para lutar na guerra foram adquiridos fora dos EUA e isso significou uma perda de ouro ou um aumento adicional dos saldos externos em dolares. Os gastos com armamentos foram financiados quase inteiramente por deficits orcamentarios e, portanto, tem sido uma das principais causas da instabilidade inflacionaria com a qual o capitalismo deve agora lidar tao implacavelmente.

Por fim, o deficit de pagamento norte americano foi consideravelmente agravado pelo grande fuga  de capital privado dos EUA. Aqui, novamente, nao estamos lidando com nenhum "acidente" que, como uma mudanca anterior de politica poderia ter corrigido. Pois a saida de capital era um testemunho da poderosa operacao da tendencia de queda da taxa de lucro. Foi na tentativa de evitar as consequencias dessa lei que os monopolistas norte americanos enviaram seu capital para o exterior.

O resultado liquido de todos esses desenvolvimentos foi um aumento constante da divida externa, juntamente com um declinio constante da posse de ouro dos EUA. No inicio ds guerra da Coreia, os EUA detinham cerca de 3/4 do ouro extraido do mundo. Hoje, o numero caiu para menos de 1/4.

4. OURO E O DOLAR

No periodo pos-guerra, o dolar substituiu a libra esterlina como a principal moeda internacional que, junto com o ouro, havia fornecido a principal fonte de financiamento do comercio e pagamento mundiais. Mas, deve-se enfatizar que o dolar foi incapaz de ocupar a posicao poderosa que a libra esterlina havia conseguido no seculo XIX.

Durante a operacao do Padrao Ouro ate 1914, a libra esterlina foi usada como o principal meio de financiamento de investimentos capitalistas em toda Europa e America do Norte. Mas o capital britanico era tao poderoso e importante que essa situacao nao ocasionou nenhuma crise que se aproximasse em profundidade daquelas crises apos a Primeira Guerra Mundial..

Isso porque, embora consideravel volume de capital fluiu para fora de Londres durante todo o seculo XIX, a Gran Bretanha foi capaz, no geral, de forcar os paises que o tomaram emprestado a comprar produtos britanicos. Em outras palavras, uma saida consideravel de capital nao levou a uma crise de balanco de pagamentos.

Embora de longe o pais capitalista mais poderoso desde a ultima guerra, os EUA nunca foram capazes de alcancar o dominio relativo que a Gran Bretanha conquistou durante grande parte do seculo XIX. O capital norte americano transferiu-se para Europa e, em parte, foi usado para construir a industria local, que mais tarde foi capaz de competir com as empresas norte americanas nos mercados internacionais. Japao e Alemmanha Ocidental sao exemplos classicos desse desenvolvimento.

Portanto, embora os norte americanos tentassem fazer o dolar "tao bom quanto o ouro", esse foi um objetivo que jamais poderia ser alcancado. Para o capitalismo, apenas o ouro pode constituir dinheiro. Nao pode haver uma nova "moeda internacional" que se desvincule do ouro. A verdade disso foi estabelecida mais uma vez em 1943, quando John Maynard Keynes propos um novo papel-mundial, o Bancor, para substituir o ouro. Os norte americanos foram forcados a  rejeitar esse esquema: o sistema capitalista mundial teve que permanecer firmemente amarrado ao ouro real, ou seja, o gasto de trabalho humano.

Desde o inicio das operacoes do FMI, em 1947, o crescimento do deficit de pagamento norte americano se desenvolveu ao lado de uma queda na proporcao do ouro, em relacao ao papel, na oferta monetaria mundial. No inicio da decadas de 1960, o ouro constituia cerca de 60% da liquidez mundial total (ou seja, ouro mais divisas), hoje, o numero caiu para  pouco mais de 1/3. Em outras palavras, cerca de 2/3 dos ativos do comercio mundial nao tem mais valor porque nao sao mais conversiveis em ouro.

Quando esse declinio nas reservas relativas de ouro e medido em comparacao com a expansao do comercio mundial, a extensao da crise e as tarefas que ela representa para o sistema capitalista sao imediatamente aparentes. No inicio da decada de 1960, quando a crise atual estava comecando a ganhar impulso, o ouro mantido como ativos de reserva dentro do sistema capitalista representava cerca de 30% do total das importacoes mundiais. Hoje esse numero e um pouco mais de 10%. Aqui estao novsmente as sementes de um colapso catastrofico das relacoes comerciais mundiais.

5. DESENVOLVIMENTO DA CRISE

A partir do final da decada de 1950, os primeiro indicios das contradicoes do capitalismo analisados pelos marxistas comecaram a se afirmar. Desse ponto em diante, o deficit de pagamento dos EUA cresceu a um ritmo alarmamente rapido em comparacao com seus reduzidos depositos de ouro.

Cresceu o medo de que os norte americanos nao conseguiriam manter a conversibilidade do dolar em ouro. Varios governos europeus, principalmente o frances, comecaram a converter seu dolares e outras moedas em ouro. Isso acelerou ainda mais a perda de ouro nas reservas  norte americanos que, por sua vez, forcou outros governos seguir o exemplo da Franca.

A primeira resposta da administracao norte americana sob o presidente Kennedy, foi reduzir o programa de "ajuda" ao mundo colonial e semi-colonial. As despesas no exterior para paises como a India e varios estados africanos foram reduzidos em ate 25% e as restricoes impostas a exportacao de capital privado para essas areas foram severamente apertadas.

Os resultados politicos desse movimento foram um aviso para toda a classe trabalhadora europeia hoje. Pois o resultado da mudanca na politica de Kennedy, foi uma virada brusca para a direita em paises como Gana, Artelia e Indonesia. Os governos burgueses nacionais de "esquerda" que conseguiram ao longo dos anos 1950, equilibrar-se entre a Uniao Sovietica e o imperialismo foram removidos e substituidos por regimes reacionarios imediatamente subordinados as necessidades diretas do imperialismo norte americano.

Mas os resultados da crise nao pode ficar confinados aos paises coloniais e semicoloniais. Essa  era a "teoria" de Ernest Mandel e dos revisionistas pablistas. Impressionados com o aumento da luta nos paises coloniais, eles descartaram o potencial revolucionario da classe trabalhadora na Europa e na America do Norte.

Na verdade, a crise atual ira expor impiedosamente a "teoria" pablista dos "Tres Setores" da revolucao. Foi essa teoria que permitiu que Mandel e seus companheiros renegados do trotskysmos rejeitassem o papel da classe trabalhadora nos paises metropolitanos, enquanto ao mesmo tempo prostituiam o trotskysmo ao emprestar seu apoio acritico aos lideres nacionalistas pequeno-burgueses nas colonias e semi-colonias.

Mas agora a crise se juntou a toda Europa e a America do Norte. Os tralhadores dos grandes paises capitalistas estao entrando na luta revolucionaria junto com os trabalhadores e camponeses dos paises coloniais. Isso certamente tera um impacto direto sobre a classe trabalhadora e os intelectuais da Europa Oriental e da Uniao Sovietica. Mas uma vez, a unidade da classe trabalhadora internacional esta se reafirmando como a forca mais poderosa da historia.

Os acontecimentos na Gran-Bretanha confirmaria a bancarrota  absoluta e a natureza contra-revolucionaria dessas "teorias". /em 1961, sentindo a mudanca na  situacao internacional, os conservadors, com Selwyn Lloyd como chanceler, introduziram sua "pausa no pagamento" destinada a reduzir os salarios e deter a inflacao. Nessa fase, eles foram forcados a recuar. Por um lado, eles enfrentaram oposicao determinada e generalizada as suas politicas de desemprego (o desemprego subiu para acima da marca de um milhao no inverno de 1962-63) e, por outro lado, o governo mergulhou em uma crise de primeira ordem na forma do Escandalo Profumo de 1963.

Foi nessas condicoes que os conservsadores, a partir da primavera de 1963, comecaram sua expansao economica eleitoral inflacionaria.A oposicao da classe trabalhadora as politicas conservadoras de desemprego e a determinacao de preservar todos os seus ganhos da decada de 1950 produziram uma vitoria trabalhista em outubro de 1964, embora com apenas uma pequena maioria.

Foi um governo que chegou ao poder em meio de uma crise na balanca de pagamento produzida diretmente pela expansao inflacionaria de Maudling. O deficit de pagamentos em 1964 foi um record de 800 milhoes de libras esterlinas. Nesse estagio, no entanto, os lideres trabalhistas foram capazes de recorrer aos norte americanos em busca de ajudas financeiras. James Callaghan conseguiu negociar emprestimos consideraveis com o FMI e diretamente com a administracso Johnson em troca de promessas de introduzir legislacao para interromper os aumentos salariais.

Durante tres anos apos assumir o cargo, a ajuda dos norte americanos continua na tentativa desesperada de evitar uma desvalorizacao da libra esterlina. Aqui novamente e revelada a instabilidade basica do sistema capitalista, apesar de todas as aparencias de prosperidades dursnte os anos 1950.

Em Bretton Woods, embora os norte americanos rejeitassem o plano de Keynes para um "dinheiro novo", eles nao podiam dispensar inteiramente o papel da libra esterlina como moeda de reserva. Apesar da pressao dominante do dolar, a libra esterlina ainda era responsavel por mais de 1/4 do comercio mundial nos anos do pos-guerra, uma heranca  da sua posicao no seculo XIX. Embora continuasse em declinio, ainda era a segunda moeda comercial mais importante depois do dolar.

Johnson e a classe dominante norte americana sabiam que se a libra fosse desvalorizada novamente (ela ja havia sido desvalorizada sob Stasfford Cripp em 1949), os holofotes da crise inevitavelmente cairiam sobre o dolar. A luta para salvar a libra era, portanto, uma luta para salvar o dolar.

6. A DESVALORIZACAO DA LIBRA ESTERLINA

A desvalorizacao forcada da libra esterlina em novembro de 1967 foi, portanto, uma derrota nao apenas para as politicas economicas do governo trabalhista, mas, muito mais importante, uma derrota para a estrategtia do imperialismo norte americano. A partir dessa epoca, a crise mundial do capitalismo desenvolveu-se em um ritimo cads vez maior. A partir de novembro de 1967, os norte americanos nao tiveram escolha a nao ser se preparar para a guerra economica e financeira contra o resto do mundo capitalista, e particularmente contras Europa.

O proximo estagio da crise veio com a corrida ao ouro de marco de 1968. Tao grande foi a demanda por ouro e a perda de confianca no dolar que os norte americanos foram levados introduzir um sistema de  duas camadas. Isso acabou com a conversibilidade dolar-ouro, exceto para fins "oficiais" (ou seja do governo) A partir dessa data, existiam de fato dois mercado de ouro, um oficiall, no qual o preco do ouro em dolar era mantido ao seu nivel de Bretton Woods, e um mercado "privado" que via o preco do ouro continuando subir.

Apesar das esperancas de todos os reformistas e revisionistas, esse sistema de duas camadas era inerentement instavel e nao tinha esperanca de sobreviver. Foi uma mera operacao de contencao por parte ds classe dominante norte americana enquanto as eleicoes presidenciais eram consideradas. Todas as tentativas, ate mesmo de interromper o desenvolvimento da crise, so poderia agrava-la. Este ja era claramente o caso com a criacao do Direitos Especiais de Saque (SDR em ingles, o "ouro papel") que foram concebidos para amenizar a crise de liquidez. Na verdade, isso so piorou a situacao em que dividas de papel estavam se acumulando e o ouro declinando em um sistema monetario mundial.

7. O SIGNIFICADO DE 15 DE AGOSTO  DE 1971

O ponto de inflexao mais decisivo em toda a crise veio com o anuncio de Nixon em 15 de agosto de 1971 de que o vinculo dolar-ouro estava rompido para sempre. Bretton Woods estava morto e nunca mais poderia ser ressuscitado. 

Desse ponto em diante, um vasto reservatorio de dinheiro estava circulando fora dos EUA, sem lastro em ouro. As estimativas agora colocam esse estoque de papel em cerca de U$70 bilhoes.

De forma alguma as implicascoes da crise apos agosto de 1971 podem ser comparadas as de 1931. Apesar da profundidade da crise anterior, foi uma em que a principal moeda comercial do mundo, a libra esterlina, foi substituida por outra moeda, o dolar. O fato contudente hoje e que nada pode substituir o dolar. Aqui, mais uma vez, e expressao da enormidade do desenvolvimento desigual do capitalismo mundial, que concentrou todo o poder economico e financeiro nas maos do capital norte americano, e ao mesmo tempo o declinio historico desse sistema. O fato de que em agosto de 1971 Nixon tirou o dolar do ouro significa que ele destruiu a base pela qual a vasta proporcao do comercio mundial tem sido conduzido desde a guerra.

Todas as medidas tomadas desde agosto de 1971 para aliviar esta crise tem entrado  em colapso quase tao logo elas foram introduzidas. Esse foi o caso tanto das negociascoes de "realinhamento da moeda" de Washington, em dezembro de 1971, quanto todas as tentativas de elaborar uma estrategis financeira europeia unificada em resposta a declaracao norte americana de guerra economica.

Importante fato, o ultimo acordo foi quebrado primeiro pelo governo conservador da Gran Bretanha, que foi forcado s "flutuar" (na verdade desvalorizar" a libra  esterlina em junho de 1972. Isso, por si so, era a indicacao mais obvia de que Bretton Woods, com seu acordo sobre "paridade fixas" estava agora terminado. Os esforcos para uma politica financeira europeia comum tambem estao condenadas ao fracasso total. A medida que a guerra comercial e financeira se intensifica, os conflitos entre  os estados capitalistas - economicos, financeiros e militares - controlados durante o periodo de expansao capitalista desde a guerra, estao fadados a se agravar enormemente. Isso deve questionar o futuro imediato do Mercado Comum, ao qual os stalinistas e pablistas em todos os paises estao dando seu apoio cada vez mais entusiatico.

O fluxo revolucionario de 1943-47 foi traido pelo stalinismo e pela social democracia, especialmente na Europa Ocidental. O imperialismo dos EUA, em seu ppapel de policial mundial, jorrou massas de papel-dolares e creditos em dolares para reabilitar o capital europeu e permitir que as burocracias controlassem a classe trabalhadora. Os emprestimos militares a OTAN para "conter o comunismo" na Guerra Fris fizeram parte do mesmo processo em que foi construida a estrutura da expansao economica do pos-guerra.

As decisoes impostas ao imperialismo norte americano hoje pela queda da taxa de lucro sao, portanto, a negacao direta da base sobre a qual a revolucao foi evitada no final da guerra. As contradicoes do imperialismo, construidas sob a superficie por 25 anos, significam agora a transformacao rapida e implacavel das relacoes entre os estados cspitalistas e entre o capital e a classe  trabalhadora em seus opostos.

8. NAO APENAS GUERRA COMERCIAL

As implicacoes  do estagio atual da crise, e obvio, envolvem o inicio imediato da guerra comercial entre todos os principais paises capitalistas.Este e o significado da ultima desvalorizacao do dolar por Nixon e a ameaca de uma barreira tarifaria de 15% se os europeus e japoneses nao agirem imediatamente de acordo com suas exigencias. Nessa guerra, todos os artificios dos anos 1930 - corte de precos, dumping, etc- serao empregados de uma maneira ainda mais implacavel.

Mas a crise deve se extender muito alem da guerra comercial, sem duvida sera  importante pensar.

Pois uma coisa e conduzir uma guerra em condicoes em que haja um meio estavel de conduzir o comercio, outra bem diferente e se envolver em tal guerra quando todas as regras de comercio e pagamentos internacionais, criadas em Bretton Woods, foram destruidas.

Com o ouro agora sustentando talvez apenas 10% do valor do comercio mundial, as implicacoes ds crise devem ser o colapso de grande parte dos outros 90%. Por mais que os revisionistas zombem da analise ds crise monetaria feita pela SLS, o ouro e as mercadorias estao inseparavelmente conectados. Esse era todo o proposito da analise de Marx em O Capital, uma obra que todos esses senhores disseram que estava "desatualizada"

Agora, a correcao de sua analise assombra todo centro financeiro capitalista e casa bancaria em todo o mundo. Dinheiro surge da producao de mercadorias como o meio pelo qual os valores particulares de todas as mercasdorias sao expressos de alguma forma universal. O dinheiro nao e, como Mandel e outros pensam, apenas um artificio para superar o problema de troca. E a base necessaria sobre somente a qual a producao de mercadorias podem ocorrer e nunca podera ser substituida pelo papel, apesar de todos os dispositivos teoricos que os capitalistas tentam inventar para desaloja-lo de suas posicao preeminente.

A crise do sistema capitalista, em qualquer caso, nao e fundamentalmente uma crise de superproducao de mercadorias, mas uma envolvendo a superproducao de capital. Todas as instituicoes de Bretton Woods foram, nos ultimos 25 anos ou mais, empregadas para construir uma enorme superestrutura de credito. A grande maioria do comercio nao foi realizada com ouro ou dolares, mas por meio de creditos combinados com o dolar. Essas instituicoes de  credito, por sua vez, foram usadas para investir em maquinas e equipamentos em grande escala no mundo capitalista. Nesse processo, os valores das  acoes foram inflados alem de sua conexao mais remota com seu valor real.

Agora, esse volume de capital altamente inflado deve buscar obter sua taxa de lucro por meio da exploracao da forca de trabalho. Mas nem mesmo o aumento mais brutal da taxa de exploracao da classe trabalhadora ds Europa e da America do Norte pode resolver essa crise para os capitalistas, embora, e claro, eles devem ser levados a tentar uma solucao nessa direcao.

Somente a eliminacao violenta dos valores do capital em vasta escala pode agora restaurar as proporcoes "corretas" entre o reservatorio de capital constante e o excedente disponiveis extraidos ds classe trabalhadora.

Uma destruicao de capital nesse sentido deve assumir a forma de colapso do preco das acoes, falencias de bancos levando, por sus vez,  ao fechamento de muitos dos maiores conglomerados monopolistas europeus e japoneses, que serao totalmente incapazes de enfrentar a guerra financeira norte americana.

E nesse sentido que a desvalorizacao norte americana - a partir de 15 de agosto de 1971 - deve ser vista. Para cada desvalorizacao, de uma so vez, reduz o valor do fundo de $70 bilhoes fora dos EUA, grande parte dele mantido por governos ou usados pelos monopolistas europeus para financiar a expansao do capital.

Em resumo, o que estamos testemunhando e a operacao da lei do valor. Como uma lei objetiva que se afirma contra ambas as classes, esta, em certo sentido, buscando suas vinganca violenta dos ultimos 25 anos, nos quais a classe capitalista e seus defensores revisionistas e reformistas tentaram ignora-la ou quere-la desaparecida.E, como todas as leis de desenvolvimento social, nao funciona de maneira suave, nao de uma maneira que possa ser antecipada, mas apenas de maneira mais convulsiva.

9. DEFESA DA URSS, CHINA E EUROPA ORIENTAL

A grande profundidade da crise capitalista coloca tambem como questao imediata e vital a defesa da URSS, do Leste Europeu e da China. Apesar do papel contra-revolucionario da burocracia stalinista, que se torna mais nua a medida que se aprocxima dos imperialistas em sua crise, as conquistas de 1917 e as que se seguiram a ultima guerra nao foram perdidas. Nesses paises,a propriedade da terra e os meios de producao permanecem nacionalizados e o Estado por meio de seu monopolio do comercio exterior, regula todas as relacoes economicas com o mercado capitalista mundial.

Sao esses ganhos que os Internacionais Socialistas do "capitalista de estado" rejeitam. Sob a pressao direta do imperialismo, eles abandonaram o movimento trotskysta no inicio da Guerra ds Corea, expondo-se como um grupo inteiramente anti-comunista. Suas "teoria" os leva a descartar nao apenas o potencial revolucionario da classe trabalhadora britanica, mas toda a classe trabalhadora internacional, as unica que fez possivel outubro de 1917. O papel de grupos como os Internacional Socialista so pode ser tornar mais reacionario a medida que a crise se aprofunda e o imperialismo busca recuperar as grandes perdas que sofreu na URSS, no Lete Europeu e na China.

Para nos, a defesa de todos os direitos e ganhos conquistados pela classe trabalhadora britanica nos ultimos 200 anos e inseparavel da defesa de todas as conquistas da classe operaria internacional, a maior das quais foram as revolucoes russa e chinesas. Somente aqueles que defendem essas conquistas poderao lutar pela defesa dos direitos da classe trabalhadora britanica

Esto esta em discussao, porque a profundidade da crise deve envolver o impulso a guerra pela classe capitalista. Destruir capital na escala agora exigida significa destruir grande quantidades de trabalho excedente. Sob essas condicoes, o imperialismo nao podera tolerar por muito tempo a aposicao onde uma grande area do mundo esta fechada para a sua pilhagem e exploracao

Todo trabalhador e socialista serio deve se perguntar: a reconquista da Uniao Sovietica, da Europa Oriental e da China fortaleceria o capitalismo em todo o mundo? Claro que sim. E por esta razao que rejeitamos totalmente o anticomunismo do grupo "capitalista de estado" Internacional Socilista. E afirmamos a defesa incondicional da URSS como pedra angular do partido revolucionario.

10. A POSICAO DA GRAN BRETANHA

O capitalismo britanico e a classe dominante britanica estao no centro dessa crise. Isso represents tarefas enormes tanto para a classe dominante quanto para a classe trabalhadora. Entramos em um periodo de intensas lutas revolucionarias. No resultado, ou a classe capitalista impora uma ditadura sngrenta a classe trabalhadora, ou entao a clase trabalhadora, sob a lideranca do partido revolucionario, destruira o estado capitalista, estabelecera seu proprio poder e usara esse poder para eliminar a anarquia e caos capitalista

A crise nao e apenas uma de "perda de competividade" do capital britanico. O declinio relativo da industria e das financas britanicas tem sido um tema comum para todos os reformistas e revisionistas. Mas a crise e infinitamente mais seria.

O caos em que os arranjos economicos e financeiros internacionais capitalistas estao agora mergulhados encontra o reflexo mais direto nas relacoes de classes na Gran Bretanha. O arsenal de legislacao que o governo Hrath esta agora reunido nao visa apenas o corte de salarios, como os revisionistas ingenuamente imaginam. Pretende acabar com o sindicalismo e os direitos da classe trabalhadora, tal como foram estabelecidos nas lutas dos ultimos 200 anos.

Somente a SLL alertou a classe trabalhadora sobre essa situacao e despertou os trabalhadores avancados para os enormes perigos inerentes a ela.

Qualquer estabilidade retida pelo declinio do capitalismo britanico nos ultimos 28 anos dependeu inteiramente da manutencao da expansao inflacionaria internacional e dos arranjos de Bretton Woods. A rapida deterioracao da posicao relativa da Gran Bretanha no sistema capitalista foi obscurecida. Mas agora o declinio deve se tornar absoluto.

Para essa situacao, o corte de salario e desesperadamente inadequado. Para sobreviver, o capitalismo se depara com a destruicao de todos os direitos basicos da classe trabalhadora, todos os ganhos historicos atraves dos quais os trabalhadores se organizaram em uma classe. Quando os revisionistas rejeitam as implicacoes politicas da luta contra o governo Conservador, isso nao e apenas um "erro" por parte deles,. O que esta em jogo,  repetimos, e toda a natureza de nossa epoca revolucionaria. A crise mais uma vez expoe esse  problema fundamental.

Os revisionistas estao desempenhando o papel de classe  historicamente atribuido ao centrismo. O centrismo se alimenta apenas das derrotas da classe trabalhadora. Na tentativa desesperada de amarrar a classe trabalhadora a horizontes puramente sindicais, os revisionistas, stalinistas e centristas estao trabalhando para a derrota da classe trabalhadora, assim como seus predecessores fizeram nos anos 1930.

O fato de que a crise capitalista agora assume a forma de uma crise financeira severa sem precedentes tambem tem as implicacoes mais graves para o capital britanico. Os  revisionistas auto suficientes durante  expansao economicas dos anos 1950 trataram com despreso a teoria de Lenin sobre o Imperialismo, ultimo estagio do do capitalismo dominado por uma ologarquia financista centrada nos bancos.

Mas o grande poder dessa conquista teorica fica mais aparente a cada dia que passa. O fato de que as financas  capitalistas mundiais estao em crise deve  causar uma crise para os bancos mercantis, que por sua vez devem reagir de volta a industria enquanto os bancos destroem o capital de forma implacavel para garantir o pagamento de suas dividas..

A Gran Bretanha foi capaz de evitar as consequencias de sua perda de hegemonia industrial no final do seculo passado apenas por causa da posicao da City de Londres como o principal centro do comercio e das financas mundiais. A cidade conseguiu gerar uma receita enorme que compensou as perdas sofridas pela industria. Com o papel ds libra esterlina terminado e o Imperio uma coisa do passado como meio de fuga, todas as poderosas contradicoes do capitalismo britanico acumuladas no ultimo seculo estao agora em erupcao da maneira mais violenta e decisiva. O que a classe trabalhadora enfrenta  agora nao e apenas um estagio no declinio constante do capitalismo britanico mas a revolucao social.

O proposito de nossa analise das contradicoes do capitalismo pos-guerra nao e meramente "provar" quem estava certo em todas as questoes principais. Em qualquer caso, isso esta perfeitamente claro e indiscutivel. A crise do sistema capitalista expos a bancarrota teorica e politica de todas as tendencias reformistas e revisionistas do movimento ds clase trabalhadora de uma maneira que ate agora nao teria sido possivel. O proposito de um reexame da natureza da presente crise capitalista e alertar a classe trabalhadora e o partido revolucionario de suas implicacoes e das tarefas que lhes impoe. 

Chegou a hora de armar o movimento com uma concepcao real da natureza revolucionaria do periodo em que vivemos e lutamos, e combater todos os vestigios de pressao reformistas e da classe media que formentam o ceticismo sobre a urgencia da situacao ou capacidade do movimento se rearmar e transformar a tempo de derrotar a classe cspitalista  inimiga.. Nao se pode haver uma solucao intermediaria para a crise. Em jogo esta a preparacao para a luta pelo poder da classe trabalhadora. Exige a luta imediata para construir o partido revolucionario, para transformar a Liga Socialista Trabalhista nesse partido  


 O original em ingles A Marxist Analysis of the Crisis pode ser encontrado no  Gerry Healy Archives no gerryhealy.net  ou no  marxist.org     

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