Monday, 8 February 2021

CAPITAL FICTICIO E REPRODUCAO SOCIALCONTRAIDA HOJE: CHINA E A REVOLUCAO PERMANENTE (texto original de Loren Goldner)

O capital e a contradicao em movimento que pressiona para reduzir o tempo de trabalho ao minimo, enquanto postula o tempo de trabalho, por outro lado, como a unicas medida e forca de riqueza (1. Marx Grundrisse). Esta citacao dos Grundrisse, identificando a contradicao fundamental do modo de producaocapitalista, descreve sucintamente a situacao em escala mundial hoje.; mais yma vez, como em 1914, o capital requer, para sobreviver como capital, uma vasta desvalorizacao, por maior que seja a destruicao de seres humanos e meios de producao que isso acarreta. Esta tem sido de fato a situacao desde ca. 1970/73. O capital global adiou o dia do acerto de contas, uma deflacao total, por uma vasta piramide de dividas - capital ficticio e por uma serie de "tendencias compensatorias" que sustentaram essas dividas enquanto contraiam a reproducao social.                                                                                                           Antes de examinarmos as especificidades das quatros decadas desde 1970, vamos esbocar as grandes mudancas que ocorreram. O sistema de Bretton Woods pos-Guerra Mundial de taxas de cambios ancoradas no dolar dos EUA tinha acabado de entrar em colapso. Naquela epoca. a acumulacao mundial estava dividida em 3 zonas de 1) paises capitalistas avancados, (OECD), (EUA-Europa-Japao), 2) o bloco "socialista" (a Uniao Sovietica e o COMECON e 3) o Terceiro Mundo de paises "nao alinhados", com a China como um discrepante. Tanto o bloco "socialista" quanto o Terceiro Mundo" estavam profundamente endividados com os bancos ocidentais, e se tornaram ainda mais no curso da decada de 1970. A classe trabalhadora nos EUA e na Europa Ocidental estava no meio de sua maior onda de greves desde o periodo imediato do pos-Guerra Mundial. Nacionalismo do Terceiro Mundo da variedade "Trikont", promovido por paises como Argeria e Cuba, ainda era uma forca patente, e culminaria em meados de 1970 com a derrota dos EUA na Indochina, a independencia das colonias de Portugal em Angola, Mocambique e Guine-Bissal, e regimes pro-sovieticos em Somalia e Etiopia no Chifre da Africa. A luta anti-apartheid na Africa do Sul atingiu um novo nivel de motins em 1976 em Soweto. Uma nova independencia do Terceiro Mundo ecoou ate mesmo no surgimento da OPEP (Organizacao de Paises Exportadores de Petroleo) no aumento do preco de petroleo de 1973 (e mais tarde em 1979), no entanto, a maioria das nacoes do OPEP estavam ligadas na realidade aos EUA e aos mercados financeiros (2). Nas Nacoes Unidas um (Grupo dos 77) atacou agressivamente o dominio economico ocidental. O "eurocomunismo" parecia avancar na Franca, Espanha e Italia.(3) O Xa do Iran, apoiado pelos EUA, aspirava ser uma potencia regional no Oriente Medio. Poucos no Ocidente haviam ouvidos falar do fundamentalismo islamico, seja do tipo xiita ou sunita, e poucos ainda levavam a serio os "Quatros Tigres" na Asia (Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Cingapura), ainda na fase inicial de seu surgimento industrial. A China ainda amplamente autarquica e ainda nos ultimos estertores convulsivos da "Revolucao Cultural" era uma "quantite insignificante" na economia mundial. A Franca e a Alemanha, no final da decada de 1970, estavam nos primeiros estagios de uma moeda unica europeia para impedir a a chicotada resultante das flutuacoes do dolar. O cone Sul da America do Sul (Argentina, Brasil, Chile e Uruguay) estavam sob ditaduras militares apoiadas pelos EUA.                                                                                                                                                              UM BALANCO DE AUSTERIDADE                                                                                                          Quarenta anos depois, e trinta e cinco anos na era "neoliberal" vemos antes de tudo o declinio (relativo) dos EUA. A Uniao Europeia concebida como como um peso a hegemonia norte americans, esta ameacada pelo colapso de sua moeda unica e, em seguida, pela desintegracao total. Noa EUA (se nao tanto na Europa), as greves retrocederam, ate recentemente para quase invisibilidsde. O bloco sovietico entrou em colapso, apenas a Polonia e a Republica Tcheca se recuperaram, ate o momento, uma situacao precaria.  O Terceiro Mundo se fragmentou com o surgimento dos "Quatros Tigres", seguidos dos "gansos voadores" de aspirantes a tigres, atualmente no momento liderados pelo Vietnam "socialista". O fundamentalismo islsamico varreu o nacionalismo do Terceiro Mundo em grande parte do mundo arabe e no Afeganistao e Pakistao. As pequenas populacoes dos Paises do Golfo e da Arabia Saudista estso em uma classe aparte, mas sua grande forca de trabalho importada do Sul da Asia e uma bomba relogio regional em potencial. Um terco da populacao mundial, na Africa e em partes da America Latina, esta presa em estagnacao desde 1980.                                                                                A China, entretanto, em plena sintonia com a restruturacao neoliberal global e, de fato, uma chave para o seu sucesso global, como sera mostrado tornou-se a "oficina do mundo" manufatureira, em contraposto ao esvaziamento de tantos outros paises. Voltaremos as implicacoes pratica disso para a revolucao mundial depois de analisar em detslhes o "balanco" da austeridade mundial que visa preservar os valores ficticios. A maior parte das ultimas quatro decadas foi um periodo de derrota we recomposicao da classe trabalhadora. A seguir, iremos (de uma forma um tanto artificial) enquadrar a luta de classes enquanto destilamos a tendencia "economica" do periodo e concluiremos com uma visao estrategica mundial. O capital havia inaugurado um periodo prolongado de desvalorizacao comparavel uma vez antes  na vespera da Primeira Guerra Mundial, quando o simples colapso acentuado de valores em forma de papel, a falencia do capital mais fraco, a deflacao geral dos precos e um periodo prolongado de desemprego para a classe trabalhadora, reducao dos salarios, ja nao era suficiente para conseguir a desvalorizacao necessaria, como havia ocorrido ao longo do seculo XIX. A destruicso fisica total ds forca de trabalho - dos trabalhadores - e de capital fabricas, maquinas, predios do capital, tornou-se parte do processo pelo qual o capital destruiu "valor" suficiente para reiniciar a producao com uma taxa de lucero adequada. Entre 1914 e 1945, duas guerras mundiais, o periodo de breve reconstrucao de 1920, a decada de depressao dos anos 1930s,  o fascismo, o stalinismo  fizeram parte do processo que que lancou as bases para a expansao economica do pos guerra de 1945 a 1973.              O Capital como uma "revolucao no valor"                                                                                                    Cada fase capitalista de expansao e colapso (do pico ao vale como diz o jargao) constitui um "multiplo" baseado em um padrao, uma transformacao de "macas em laranjas" em que uma unidade de tempo de trabalho socialmente necessario e inconmensuravel com da fase anterior ou da fase seguinte. O "aglomerado" de novos meios de transportes em meados do seculo XIX, de canais a ferrovias e navios a vapor, era um desses multiplos, as novas tecnologias eletronicas, quimicas e asutomoveis o multiplo de 1920 a 1940, ou mais proximo de nosso tempo, a revolucao tanto nas comunicacoes quanto no transporte de mercsdorias (maritimas e aereas) a partir da decada de 1970. No final da decada de 1960, a expansao economica do pos guerra levou o capital mundial a outro momento em que o custo  real da reproducao ds forca de trabalho nao mais podera servir como o "numerario" sistemico, o denominador comum, pars trocas de mercadorias. O capital novamente, como em 1914, mas de forma mais difusa, entrou em um novo periodo no qual a destruicao fisica em escals mundial era uma parte necessaria do movimento de desvalorizacao e potencial revalorizacao.. Cada ciclo capitalista de expansao/boom e retracao/bust produz capital ficticio como se ele  estivesse no apogeu da sua expansao: isso consiste em reinvidicacoes de papel sobre a maias valia que nao corresponde a nenhuma mais valia real do processo imediato de producao ou fontes de pilhagens de acumulacao primitiva. Deixando o fator especulacao desenfreada de lado, como ocorreu em particular nas ultimas duas decadas (e tambem no periodo que antecedeu a retracao mundial de 1973-75, a maior do pos guerra ate entao) a fonte inicial de capital fixo e capital desvalorizado na esfera imediata de producao. Essa desvalorizacao resulta diretamente de um dos aspectos mais vitais do capitsl: avancos regulares na produtividade do trabalho. Mas o Capital aparece aos capitalistas nao, como nos dois primeiro volumes do Capital de Marx,como "valor se valorizando", mas sim como titulos de riqueza em papeis, Capital volume 3. Essas reinvidicacoes sobre o fluxo de caixa futuro cujo "valor" nao e imediatamente determinado pelo enigma "preco/valor" discutido ad nauseum pelos leitores fixados na primeira secao do volume 3, mas por uma capitalizacao desse fluxo de caixa em relacao a mais valia real disponivel. A medida que essa massa de ar quente cresce - ficticia em relacao a mais valia real disponivel para valoriza-la - ela e sustentada temporariamente por acoes anti-deflacionasrias do banco central e por varias "tendencias compensatorias". A massa de ar quente/a bolha circula, como qualquer outro capital, ate que nao se possa mais ser valorizado pelo classico MC-M" que define o capital. A quebra que se segue transforma esses titulos em riquezas, alinhando-os com a taxa real de lucro disponivel, ou mesmo abaixo dela, na fase inicial de uma nova expansao. Esta e a fase que estamos desde 2008. Mas o que ocorreu em 2008 foi apenas a ultima fase aguda, como indicado, de um longo processo de piramede de dividas ocultando (ou nao, por assim dizer) um longo periodo de reproducao social contraida em escala mundial desde o inicio dos anos 1970 em contraste com a recuperacao capitalista das depressao de 1945-1970/3.             Vejamos, entao, em mais detalhes,  a historia pela qual esses titulos ficticios de riquezas assumiram as enormes dimensoes que haviam adquiridos em 2007/8 e que, cinco anos apos o colapso, aindas possuem hoje. O leitor contemporaneo pode facilmente reconhecer tais titulos naas atividades dos fundos de hedsges, bem como em derivativos "financas secutirizadas" a "inflacao de ativos" mundial nos mercados de acoes e em valores de propriedade e comerciais "swaps de inadipencia de creditos", "obrigacoes de emprestimos colateral", o inchaco do setor "FIRE" (financa-seguro-imobiliario), sem mencionar o aumento da divida do governo dos EUA de 10 para 15 trilhoes de dolares em quatro anos e aumentos recentes semelhantes nos balancos dos Banco Central Europeu, Banco do Japao e Banco Central da China). A reproducao social contraida, sob o peso dessa enorme reinviidicacao desses titulos de riquezas em papel e visivel imediatsamente nas ruas da Grecia, Italia, Espanha, e a atual taxa de 50% de desempregados abaixo de 25 anos no mundo.                                                                                          Poucos hoje se lembram da crise de liquidez corporativa dos EUA de 1969-70, ou da queda de 35% do mercado de acoes dos EUA no mesmo ano, apos a "crise do dolar" de 1968, ou finalmente a recessao aguds nos EUA que se seguiu. Mas esses eventos podem ser visto como um sinal do fim do boom pos-Segunda Guerra Mundial e, apesar das aparencias ocasionais em contrario, o sistema mundial tem sido assombrado desde entao pelo espectro de deflacao total em curso hoje. Essa crise de credito e recessao subsequente foram seguidas pela suspensao por Nixon da convertibilidade do dolar em ouro em agosto de 1971 e uma serie de outras medidas destinadass a levar a economia dos EUA a um super boom inflacionario garantido sua reeleicao em 1972                                                                                            A quebra da ligacao entre o dolar, entao como agora a principal moeda de reserva mundial, e o lastro de ouro estabelecido na Conferencia de 1944, deu inicio ao processo de levitacao da entao bolha existente de capitsl ficticio nos processos colossais que tem assumido hoje. Simultaneamwnte e relacionado) esses eventos nos mercados de capitais mundiais, houve a quadruplicacsao do preco de petroleo em 1972-73; Nesses anos,  como. em 2008, (os principais governos capitalistas reagiram na maneira classica keyseniana, produzindo (no primeiro caso) a "estagflacao" de baixo crescimento mas alta inflacao, que em 1979 estava em 15% nos EUA e mais alta no Reino Unido, Houve taxas de juros efetivamente negativas em um periodo em que os credores e todas as pessoas com rendas fixas foram punidos e os devedores compensados. Os paises europeus e o Japao foram forcados importar a inflacao norte americansa com seus superavits cronicos nas balancas de pagamentos no comercio com os EUA. Este periodo terminou em 1979 com uma segunda "crise do petroleo" mais imediatamente associada a /Revolucao Iraniana, juntamente com a chegada ao podeer por Thatcher no Reino Unido e um ano depois Reagan nos EUA, enquanto o Fedseral Reserve Bank dos EUA sob o comando de Paul Vocker aumentou as taxas de juros para 20% para interrompeer uma fuga do dolar e (para fazer isso) sufocar a inflacao dos EUA, o que foi alcancado por uma recessao ainda mais profunda (1080/82) do que as dos meados dos anos 1970. O Capital entrou na era "neoliberal" e, em 1985, Reagan, Thatcheere, Miterrand, Gorbachov e Deng estavam em sincronia ao darem as costas as dimensos "sociais" do Estado que ate entao caracterizavam a era pos-1945. O "Neoliberalismo" (em si mmesmo um termo cunhado para desviar atencao da palavra "capitalismo" teve suas origens no pos-guerra (21), no pensamento dos teoricos "austriaco" Friedrich von Hayek e Ludwig von Mises, e promovido no mundo anglo-norte americano em outra variante como "monetarismo". Embora a maioria dos leitores em potencial desses textos estejam muito familiarizados com o termo e suas ramificacoes, discuti-la ainda vale  a pena para dsr uma ideia do impacto global do neoliberalismo, que ainda nao eta esgotado hoje. Embora marginal nos primeiros anos da crise de 1970s, exceto no Sul dsa America do Sul (Chile e Argentina) (22), o neoliberalismo tem dominado o mundo por 30 anos, e sua corrida ainda nao acabou. Podemos defini-lo nitidamente como multiplos meios de dstruicao de V (capital variasvel) e C (capital constante) (23) com o obetivo de sustentar a bolha de capital ficticio sempre crescente de ar quente com S (mais valia) suficiente. O pano de fundo para sua ascencao foi a reversao pos-1968 da tendencia a igualdade de renda no Ocidente (24):  Tem dominado a ideologia neoliberal a ideologia durante o periodo que a sdesigualdade de renda nos EUA, pelo menos ultrapassou a de 1929, e a distancia entre os paises "ricos e paiss "pobres" cresceu muito mais do que em 1973. (25) O neoliberalismo envolvia uma guerra contra o social, o que significava o desmantelamento do estado de bem estar social do pos-guerra e, em outros contextos do "comunismo", a privatizacao das funcoes do Estado (26), geralmente para fins de pilhagens de curto prazo, a precarizacao e "flexibilizacao" do trabalho (27) muitas vezes com tecnicas "just in time exatamente em tempo" originadas no Japao a severa desindustrializacao dos EUA e Reino Unido (28), a grande reducso dos impostos sobre os ricos em nome da economia de "gotejamento", a exaltacao da pequena empresa "empreendedora" (em muitos casos, auto-exploracao dos anteriormente empregados) e a ascencsao da "alta tecnologia" (29) a reducao ou desmantelamento total da regulamentacao estatal dos bancos e bolsas de valores, bem como das condicoes de trabalho, saude e seguranca: a terceirizacao desenfreada da producao para mercados de trabalhos mais baratos; o desmantelamento de (algumas) tarifas e a promocao de acordos comerciais regionais supranacionais as custas dos trabalhadores. Nos EUA, o neoliberalismo foi acompanhado e promovido pelas "guerra culturais", nas quais questoes como aborto, educacao social, contracepcao, religiao e rejeicao a Darwin eclipsarm para muitos, incluindo aqueles mais diretsamente afetados, as "questoes economicas" em uma reacao geral contra os anos 1960 e 1970. Umas saravaida critica de abertura do novo periodo foi a proposicao 13 da California em 1978, uma revolta fiscal populista que limitou os impostos sobre a propriedade para habitacao, que derrubou no ranking nacional das escolas publicas dos EUA a posicao das escolas de California de sendo a numero 1 em qualidade para a posicao 48 nos 30 anos que seguiram. Essa foi uma das primeiras manifestacoes da "esclusao" de camadas ricas em enclaves de baixa tributacao com portoes visiveis ou invisiveis, imposta pela nova industria de "seguranca maxima". Os mesmos extratos ricos expulsaram os trabalhadores comuns das areas urbanas com a gentrificacao mundial. O neoliberalismo de "mercado livre" internaciinalmente foi de imediato desafiado na crise de dividas latino americana de 1982 (Brasil e Mexicos em primeiro lugar) exigindo intervencao, massiva reestruuturacao das dividass pelo governo dos EUA, e a imposicao de programas de austeridade pelo FMI em desenas de paises afetados desde 1973 pelo aumento do custo das importacoes de petroleo. (30) Em 1980, os maiores empregadores no Brasil eram as siderurgicas e fabricas de asutomoveis, em 2000 era empresas de segurancass de McDonalds (31) O neoliberalismo envolveu a intensificacao dsa Segunda Guerra Fria e o aumento dos gastos militares (32). Isso levou ao Acordo de Plaza de 1985, no qual os EUA forcaram uma grande reavaliacao das moedas do Japao e da Alemanha (desvalorizando assim os grandes ativos em dolares que haviam acumulados para apoiar o dolar e as altas taxas de juros de Vocker depois de 1979. Ele continuou e intensificou o encarceraamento da "populacao excedente relativa" (racialmente confiscada) nos EUA, atingindo 7 milhoes de pessoas, oun seja 3% da populacao. (33) Isso resultou na quebra mundial do mercsdo de acoes em 1987. Meses antes Alan Greespan assumiu o controle do Federsl Reserve Bank (FED) de Vocker, e dursnte e apos a crise inaugurou duas decadas de "Greenspan no comando", a garantia de que a infusao macica de credito do FED crisis um piso sob qualquer desaceleracao do mercado de acoes. O neoliberalismo de "mercado livre" do "pequeno estado" nao se importou em usar o estado para salvar suas loucuras, algo que se repetiu em uma escala muito maior depois de 2007. (34) Neoliberalismo forcou (nos EUA) a "reforma de bem estar" exigindo que os beneficiarios do bem estar social aceitassem empregos bracais por um salario minimo em vez de receber um cheque do bem estar.Inaugurou a  era do junk bond/titulos poodres (35) LBO de Ivan Boesky e Michel Milkens, na qual dividas eram acumuladss em corporacoes para fins fiscais, forcndo-as retirar ativos e reduzi-la para seu  ao minimo essencial para a empresa funcionar, depois disso, os artistas LBO revenderam a empresa, pasgaram a divida e obtiveram grande lucros alguns anos depois. Promoveu-se a ideologia do "valor pasra o acionista", significando que o preco das acoes a curto prazo superou todas as outras consideracoes na gestao das empresas e mostrou a porta a porta para a estrategia de investimento a longo prazo da "velha economia" e R+D e desregulamentou os bancos de poupancas e emprestimos (S+L) nos EUA, levando a uma farra sde credito imobiliario que terminou no final da decada de 1980 em perda de US$500 bilhoes, recolhidas e adicionadas as dividsas do governo dos EUA. A era do "junk bon/titulos toxicos" terminou ao mesmo tempo (embora tenha renascido como "private equity", bem vivo hoje). Entre 1990 3 1993, na recessao "moderadsa" dos EUA, os precos das moradias cairam drasticamente e grandes instituicoes como o CityCorp, que detinha bilhoes de dolares em dividas caloteadas do Terceiro Mundo estiveram a beira da falencia ate essas dividas serem nacionalizadas pelo governo norte americano. No inicio de 1990, o "liberalismo" anterior do New Deal associado nos EUA a um (muito modesto) estado de bem estar social foi conquistado para a nova mantra e chegou ao poder com Bill Clinton na esteira da recessao de 1990-93. Ele foi seguido por Tony Blair, Gordon Brown e Anthony Giddens na Inglaterra no Reino Unido em 1997 depois que o ultimo trio limparam o Partido Trabalhista de sua imagem sindical proletaria com suas "Terceira Vias" para o colapso do mercado. Clinton foi imediatamente informado por seu gabginete, liderado pelo secretario do Tesouro, Robert Rubin (un ex banqueiro do Goldman Sach), da necessidade primordial de acalmar o mercado de titulos (38), abstendo-se de qualquer gastos deficitarios de orientacao social.. Clinton pressionou o NAFTA, o Acordo de Livre Comercio da America do Norte, com o Canada e o Mexico (39). Sua reforma labirintica e muito elogiada do sistema de saude, como o projeto de reforma de Obamas 15 anos mais tarde, foi projetado para reduzir os gastos com saude enquanto ainda mantinha as prerrogativas das seguradoras privadas de saude (40), e estava morta ao chegar ao Congresso.Clinton introduziu um pequeno imposto de renda que nao compensava os cortes de impostos dos 12 anos anteriores. (41) Ele aprovou uma legislacao "dura contra o crime" para colocar um milhsao de novos policiais nas ruas, sua contribuicao mais direta para expansao de emrprego. Na vespera de sua eleicao em 1992, como o entao governador de Arkansas, ele supervisionou a execucao de um prisioneiro com retardo mental que esperava no corredor da morte o resultado do seu apelo contra a execucao. Depois Clinton denunciou Jesse Jackson par mostrar que ele nao era um liberal a moda antiga, "brando no crime" ou com a pena de morte. Em 1996, nas vesperas de sua reeleicao, ele abgoliu o "bem estar como conhecemos", promovendo iniciativas de assistencias laboriais e volta ao trabalho, uma estrategema eleitoral barata que economizou alguns bilhoes de dolares ao Tesouro, mas atirou milhoes de maes solteiras a empregos que pagam salarios bem baixos por longas horas de trabalho e milhoes de criancas  niglegenciadas. A partir de 1995, a bolha da "alta tecnologia" do Vale do Silicio decolou, junto com a inflacao geral dos ativos. 1995 foi tambem o ano da "Reversao do Plaza" em que o dolar saiu do chao em relacao ao marco alemao e ao iene japones, para atingir o pico 10 anos mais tarde. (42) A receita federal, estadual e municipal com a inflacao dos ativos produziram superavit, e foram projetados anos de superavitis ate meados do seculo XXI. O mercado de trabalho de trabalho se contraiu a niveis nao visto desde os anos 1960. O FMI e o Banco Mundial naqueles anos eram aplicsdores diretos da politica neolibersl dos EUA em programas de "ajuste estrutural" em mais de 100 paises. E preciso, no entanto ver esssa breve conjuntura de Clinton no seu cenario inter5nacionsal. Primeiro, o "milagre" japones havia chegado ao fim com a quebra do mercado de acoes de 1989/90, com o indice Nikkey caindo de 28.000 para 10.000 e nunca mais se recuperando, comecando mais de 20 anos de crescimento bem lento. Este foi o resultado do Acordo de Plaza, que havia revalorizado radicalmente o iene. Ocsapital japones foi as compras, inclusive nos EUA, mas tambem no Sudeste Asiatico. (43) A alta do iene, no entanto, atingiu dursmente as exportacoes japonesas e a falta de pontos de venda disponiveis empurraram fundos para a especulacao imobiliaria e outros tipos de inflacao d ativos, levando a crise de 1990, do qual o Japao nunca mais se recuperou totslmente. Muito desses investimentos exterior falharam e numa atmosfera de critica constante por politicos, sindicatos e industria  norte americanos Japao foi proibido de fazer novos investimentos nos EUA. Isso foi acompanhado por discussoes sobre comercio e tarifas, o Japao pressionado pelos EUA aumentar seus gastos militares. Ao todo, o fluxo de capital japones para os EUA foi um fator que facilitou as condicoes para expansao do credito de 1990. Os anos Clinton tammbem testemunharam a crise do mercado de titulos de 1994, quando o agressivo FED retrocedeu com varios aumentos rapidos nas taxas de juros, causando bilhoes em perdas. (44) Aquele ano tambem viu a segunda crise da divida latino-americanas, comecando no Mexico e richoteando nos mercados financeiros latino americanos. Enquanto o governo alegou que o acordo de livre comercio do Nafta valeria US$50 bilhoes em nova producao anual para exportacao nos EUA, ele foi obrigado fornecer um resgaste de US$50 bilhoes do governos dos EUA aos detentores norte americanos das dividas mexicanas depois que o peso despencou. A crise mexicana de 1994-95, entretanto, empaliceceu em comparacao com a crise asiatica  de 1997-98. Considerando-se que, meses antes, os "novos tigres" haviam sido anunciados como a a historia das decadas 1980-1990 (inclusive por ideologos norte americanos pegos de surpresas que haviam imaginados que essas economias altamente estatizadas representaria o triunfo do "mecado livre" , o que comecou em julho de 1997, com uma fuga da moeda tailandeza, transformou-se numa bola de neve em panico de capital de curto prazo, precisamente daqueles paises que responderam ao csnto das sereias neoliberais e liberalizaram o seu comercio, poupando aqueles paises (China e Malasia) que haviam resistido. No inicio de 1998, a Coreia do Sul, Indonesia e a Tailandia estavam prostradas e sob controle do FMI,. Para se qualificarema receber os emprestimos do FMI e outras instituicoes financeiras, paises como Coreia do Sul tiveram concordar com demissoes em massa de funcionarios publicos, descartar os controles sobre aquisicoes estrsngeiras de industris-chave, enquanto arbutres capitalistas ocidentais corriam para la para compra-las a preco de pechinchas, uma aquisicao macissa, alavancada e global.(46) O ideologo de Clinton, Lawrence Summee, entao subsecretario do Tesouro, viajou para Asia para supervisionar esse processo e interrompeu uma tentativa japonesa de formar um Fundo Monetario Asiatico para estancsr a crise. O capital que fugia das economias asiaticas em colapso voltou para os EUA, fortalecendo novamente os mercsdos de capitais la. No bloco oriental, que entrou em colapso em 1990/91, o governo Clinton apoiou medidas de austeriddes draconianas.                                                                                                Nao havia um "Novo Plano Marshall" (nem existia capital para um)(47). Os EUA apoiaram o "democrata" Yeltsin ao maximo, depois que (em 1993) ele bombardeou um parlsamento eleito. Os EUA foram cumplices da aquisicao da economia russa pelos oligarcas, que estavam pegando dinheiro dos EUA e do FMI destinado ao governo russo e o guardando no exterior. Os principais conselheiros dos EUA  supervisionaram a privatizacao da economisa russa, que rapidsamente culminou na sua tomada por elementos criminosos, muitos deles ex-oficiais da KGB sovietica (48) Esse saque da industria e dos recursos naturais russos foi momentaneamente interrompido pelo colapso do rublo em 1998. Ao longo desses anos, mais da metade da populacao russa foram reduzida a pobreza absoluta. No final de 1990, os padroes de vida em algumas das ex-republicas sovieticas da Asia Central eram 30% dos  seus niveis anteriores. 1998 tambem viu a cerise do Long Term Capital Masnagement (LTCM) no outono de 1998. O LCTM era um dos principais fundo hedge, fundado e dirigido por estrelas de Wall Street e tendo dois economistas vencedores de Premio Nobel no conselho de sua administracao. A LTCM tambem foi prejudicada pela inadiplencia russa e o impacto de sua falencia nos mercados financeiros mundiais foi de US$1.3 trilhao.. O FED de Nova York convocou uma reuniao de emergencia num final de semana dos bancos de Wall Street envolvidos, que juntos forneceram um resgaste de US$13 bilhoes para o controle dos danos como um ensaio geral para os eventos de 2007/8 e alem (50). As crises financeiras latino-americanas, asiaticas e russas repercutiram na economia dos EUA, que estava no meio do frenesi do mercado de acoes de 1995-2000, associado com o "dot.com" da economia de "alta tecnologia". O capital que fugia dos mercados em colapsos no exterior viu um refugio no dolar norte americano em alta (apos o "acordo reverso de Plaza de 1995") e a ascencao do mercado de acoes para a estratofera, totalmente fora de sincronia com os lucros subjacentes (51) Os governos federal, estadual e municipal foram impulsionados pela receita tributaria com base nessa inflacao de sativos ficticios, e Clinton deixou o cargo bem a tempo, mais popular do que era quando foi eleito pela primeira vez. Na primavera de 2000, a "Nova Economia" afundou com o colapso do dot.com. A NASDAQ (bolsa de valores para empresas de alta tecnologia) caiu de5.000 para 2.000 e nunca mais se recuperou.                                    Esta foi a era em que o Wal-Mart substituiu a General Motor como o maior empregador dos EUA, e a breve economia "trancados de ouro" alcancava os EUA, enquanto crise apos crise estourava no exterior, e impensavel sem o "preco da China", as exportacoes de baixo custos sempre crescente, principalmente de empresas estrsngeiras que operam na China (52) que mantiveram a inflacao dos precos ao consumidor baixa dursante um mercado de trabalho apertado e aumento ds inflacaso de astivos e imoveis..                                    continua

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