O conceito central que Sakei introduz aqui e o de "Their story" -um neologismo que contrapõe a "História"(história dos opressores) e que engloba tanto a historiografia padrão eurocêntrica quanto a análise de classe padrão da esquerda euro-americana.
Citando (
O"A chave do enigma e que a "Historiadeles- a deturpação imperialista euro-americana da história - não é incompleta; ela simplesmente nao e verdadeira. A Historiadeles- também inclui a análise de classe padrão dos EUA que e posta em nossas mãos pela Esquerda Euro-Estadunidense")
O alvo da crítica não é apenas o establishment conservador, mas a própria esquerda branca, que oferece uma análise de classe dos EUA que serve aos mesmos propósitos: dizer aos povos oprimidos para se concentrar em em suas próprias histórias, mas aceitarem o que lhes e dito sobre a sociedade branca.
O objetivo declarado do livro: aplicar o materialismo histórico não aos oprimidos -que durante séculos foram objetos de estudo da sociologia, antropologia e psicologia imperialistas - mas aí opressor. Sakei o chama de uma "reconnaissance into enemy territory" - "reconhecimento em território inimigo".
CAPITULO I - O CORACAO DA BRANQUITUDE
1.1 A TERRA É A BASE DA NACAO
Sakei começa com a tese mais subversiva do livro em relação a mitologia da esquerda estadunidense: OS PRIMEIROS COLONOS NAO ERAM POBRES DA INGLATERRA EM BUSCA DE LIBERDADE. ERAM, EM SUA MAIORIA ESMAGADORA, A PEQUENA BURGUESIA E OS ESTRATOS MEDIOS QUE FUGIAM DA PROLETARIZACAO, NAO DA EXPLORACAO CAPITALISTA, (grifo meu)
Os famosos Peregrinos do Plymouth Rock, por exemplo, nem saíram da Inglaterra -, tinham emigradi anos antes para a Holanda, onde viviam em paz. Mas na Holanda precisavam trabalhar como assalariados para outros. Isso era pesado demais para eles, então vieram para a América do Norte EM BUSCA MENOS TRABALHO E MAIS DINHEIRO. O estudo de 10000 colonos que deixaram Bristol entre 1654-85 e categórico: menos de 15% eram proletários. A composição era: Cavalheiro e Profissionais 1%; Proprietário rurais 48%; Artesãos e Comerciantes 28%. A idade típica era 22-24 anos - filhos e filhas da classe média.
O que tornava a América do Norte tão atraente? A terra. Sakei observa que os liberais e radicais euro-americanod raramente lidan com a questão da terra - e podem não lidar com ela porque seu povo já tem toda a terra. O que atraia os europeus atravessar o Atlântico era a chance de participar das conquistas das terras indígenas:("Eram esses "filhos mais jovens", desesperados por possuir terra em seu próprio país, que estavam dispostos a apostar nas colônias. Os brutais Atos de Cercamento e o fim de muitas tendências hereditárias agiram como impulso adicional na mesma direção.")
A terra era distribuída em quantidades inimagináveis para os europeus; na Virgínia, fez Celine comprava 100 acres. Quando Wallington, Connecticut, foi fundada em 1670, cada família de colonos recebeu entre 238 e 476 acres. Até dois terços das terras cultivadas na Pensilvânia nós anos 1700eram ocupadas por posseiros brancos, protegidos pela solidariedade dos colonos. A conclusão e seca:
("Assim, a tradição de individualismo e ugualitarismi na América do Norte estava enraizada no conceito envenenado de privilégios iguais para uma nova nação de conquistadores europeus.")
Não havia democracia - havia igualdade dentro da nação conquistadora, fundada sobre a desigualdade radical em relação as nações conquistadas.
1.2 - OS FUNDAMENTOS DA VIDA DOS COLONOS
Está seção ontem a tese mais radical do capítulo, formulada com precisão lapidar:
(E a característica absoluta da sociedade colonial ser parasitárias, dependente da super exploração dos povos oprimidos para seu estilo de vida.A sociedade euro-americana jamais se sustentou completamente. Este é o fator decisivo na consciência de todas as classes e estratos da sociedade branca de 1600 até hoje.")
Sakei desmonta sistematicamente o mito da família de colonos "auto-suficiente" que "desbravou o deserto" pelo próprio esforço e trabalho. Essa imagem é propaganda. pura. A base material real da sociedade colonial era tripla: genocídio e conquistas das nações indígenas, escravidão africana, e escravidão indígena..
O GENOCIDIO COMO POLITICA DELIBERADA
Em 1492, havia 100 milhões de índios no hemisfério Ocidental - 10 milhões só na América do Norte. Em 1900, havia apenas 200-300 mil sobreviventes nós EUA. Os espanhóis reduziram a população indígena de suas colônias de 50 milhóses para 4milhoes até o fim do Século XVIII. Sakei recusa a linguagem eufemistica: não foram "emourrados para fora" "nem "forçados a deixar suas terras de caça": foram exterminados. E isso não foi acidente, excesso ou efeito colateral:
("O GENOCIDIO foi o o necessário e deliberado dos capitalistas e suas tropas de choque colonizadora. A "Solução Final" para o "Problema Indígena"era tão amplamente esperada pela brancos, que era abertamente mencionada como algo banal")
O New York Times,vem sua época de respeitabilidade liberal, ameaçava editorial mente que os povos que se opusessem a nova ordem capitalista mundial "seriam extinto como o índio norte americano" Sakei fórmula a Inversão: aqui, os Adolf Eichmann e Heinrich Himlers se chamavam Benjamin Franklin e Andrew Jackson.
A ESCRAVIDAI AFRICANA E A ESCRAVIDAO INDIGENA
O comércio de escravos indígenas era a principal exportação das Caroline's na primeira metade do século XVIII - só de Charleston foram vendidos 12000 escravos indígenas para as Índias Ocidentais em seus anos após 1704. A ESCRAVIDAI AFRICANA sustentou literalmente a sobrevivência dos primeiros assentamentos: os escravos africanos construíam, alimentavam e guardavam a cidade de New York enquanto os colonos holandeses se dedicavam a beber, jogar, negociar peles e outras "atividades nao-laboriosas". A terra onde hoje ficam Greenwich village, Astor Place ecHerald Square fou originalmente trabalhada e depois possuída por africanos libertados -vdepois roubada novamente pelos colonos ingleses. Manhattan foi roubada duas vezes de povos oprimidos.
A scravidao não era apenas o negócio dos grandes plantadotores do Sul: todos os setores da sociedade colonial branca dependia dela. O pescador que vendia peixe barato como "ração escrava" nas Índias;, o fazendeiro de New York, que encontrava seu mercado nas plantações do Sul, o carpinteiro cuja madeira servia aisvestakeiros que construíam navios negreiros, o destilador de rum em Boston (Massachusetts sozinha destilação 2,7millhoes de galões de rum por ano em 1774, todo destilado do lelaci das plantações escravistas das Índias Ocidentais). Karl Marx o formulou definitivamente, e Sakai o cita:
("Faça a ESCRAVIDAI desaparecer e você terá apagado a América do mapa das nações".)
Em conclusão: os africanos não eram apenas escravos individuais de alguns proprietários. A nação africana como um todo servia de proletariado para a nação euro-americana. Era como nação que os africanos eram possuídos -, pela nação euro-americana como um todo, não apenas pelos escravistas do Sul.
1.3 - A ESTRUTURA SOCIAL EURO-AMERICANA
Sakei fórmula aqui a tese mais direta e mais devastadora para qualquer marxismo ortodoxo aplicado ao caso norte americano. Os EUA tem sido a nação mais completamente burguesa da história mundial - em quatro sentidos simultâneos:
1. não teve passado feudal ou comunal: foi construída do zero segundo a visão burguesa.
2. Começou sua vida nacional como nação opressora, colonizadora de outros povos.
3. Não apenas tem uma classe dominante capitalista, mas todas as classes e estratos dos euro-norte americanos são aburguesadod, com uma preocupação por privilégios mesquinhos e propriedade privada como estrela-guia normal das massas brancas.
4. E tão decadente que não tem proletariado próprio,vexistindo parasisticamente sobre o proletariado colonial das nações e minorias nacionais oprimidas.
Os dados sobre a estrutura de classes colonial são contundentes: na época da Guerra da Independência de 1775, cerca de 70% de toda a população de colonos pertencia a várias classes medias proprietárias. O elemento "pobre"-,lumpen e trabalhadores permanentes - era apenas 5% da população colonial, sem influência ou cordão. O Governador da Virgínia de queixava em 1759 da impossibilidade de recrutar colonos para a milícia: ("Todo homem nesta colônia tem terra, e nenhum excetos os Negros são trabalhadores.")
Os trabalhadores europeus que se arriscava a trabalhar por salários nos Estados Unidos recebiam os salários mais altos do mundo capitalista - Tom Painel se gabava de que um 'trabalhador comum" na América do Norte ganhava tanto quanto um logista inglês. George Washington pagava a seu carpinteiro braço assalariado $40 por ano mais 400 libras de carne, 29 bushels Dr milho e o uso de uma casa com horta. Em geral, os trabalhadores euro-norteamericanos ganhava pelo menos o dobro dos seus parentes britânicos -alguns diziam que ganhavam cinco ou seis vezes mais do que trabalhadores suecos ou dinamarqueses.
Marx viu isso claramente nos EUA, as classes existiam, mas "ainda não se tinham fixadas", num fluxo continuo. A posição de trabalhador assalariado era para grande parte dos norte americanos apenas "um estado provisório"que logo deixariam -,tornando-se fazendeiros independentes ou proprietários. Isso impossibilitava a formação de uma classe proletaria entre os colonos europeus, que tinham um padrão de vida além do proletariado e um futuro nas classes medias proprietárias.
Sakai expõe então o mecanismo central: os servos brancos por contrato (induntured servants) eram originalmente a camada com maior potencial de consciência proletaria. Mas primeiras décadas da indústria de tabaco da Virgínia, gangues de servos trabalhavam lado a lado com escravos africanos e indígenas -havis conspirações, fugas e greves conjuntas. Mas quando o fluxo da escravidão africana africana foi maximizado, esses servos brancos deixaram de trabalhar nós campos e foram promovidos a feitores, supervisores e policiais dos escravos capturados.
(,Uma vez que esses brancos pobres foram tirados dos Campos e tiveram a chance de ajudar a mandar e policiar os africanosA cativod seus dias de rebeldia acabaram."
A lição histórica que Sakai extrai e decisiva:, a consciência política dos trabalhadores coloniais estava diretamente relacionada a quanto eles compartilhavam dos privilégios da sociedade colonial mais ampla.E o capitalismo provou a si mesmo que a dissidência dentro das fileiras colonizadores podia ser eliminada aumentando a exploração colonial de outras nações e povos. E o embrião exato do mecanismo que Cope chamaram, dois séculos depois de imperialismo Social".
A REBELIAO DE BACON COMO ESTUDO DO CASO. - Sakei usa a REBELIAO de BACON (1676) para destruir o mito, querido pela esquerda norte americana, de que essa revolta representa um exemplo histórico da "unidade negro-branca" e consciência democrática.A análise factual e demolidora: Bacon não era um democrata, era o líder da facção mais radical e genocida dos plantadores, cujo programa declarado era "arruinar e extirpar todos os índios em geral" A rebelião foi popular porque prometia resolver a Depressão econômica dos colonos através de uma nova rodada de saqueou de terras e bens indígenas: ("Nada gera mais entusiasmo entre os colonizadores Euro-,Americanos do que atacar pessoas de cor -,..")
Os africanos que lutaram ao lado de Bacon no final da rebelião não o amavam nem o viam como seu líder - estavam explorando taticamente uma contradição nas fileiras dos opressores, manobrando por sua própria liberdade.A lição política para os povos oprimidos: alianças táticas com facções dos opressores são possíveis, mas não podem ser confundidas com unidade política real, e sempre devem ser avaliadas a partir dos interesses estratégicos dos próprios oprimidos.
SINTESE DO SUMARIO DO CAPITULO I: Sakei estabelece as fundações de toda a análise subsequente. A sociedade euro-norte-americana nunca foi auto-suficiente, sustentada pelo genocídio indígena, pela escravidão africana e pela super exploração colonial. Por isso nunca houve um proletariado Euro-Estadunidense no sentido pleno do termo: as condições materiais da sociedade colonial sempre garantiram a todos os setores da população branca um padrão de vida acima do proletário, financiado pela super exploração dos povos oprimidos.O "ugualitarismi" e o "individualismo" estadunidense não são virtudes democráticas - são a expressão ideológica de privilégios iguais dentro da nação conquistadora, fundada sobre a desigualdade absoluta entre essa nação e as nações por ela oprimidas.Qualquer análise de classe dos EUA que ignore essa estrutura não é análise marxista incompleta - e, nas palavras de Sakay, "Their story": a história deles, a serviço deles.
CAPITULO II - LUTAS E ALIANCAS
O capítulo e breve em extensão mas decisivo em método: todas as alianças entre euro-norte americanos dissidentes e povos oprimidos foram táticas e temporárias, nunca uniões políticas reais. ("0 alinhamento de forças na Guerra de Independência apenas provou que a luta patrióticas dos Euro-norteamericanos era oposta aos interesses básicos e desejos políticos dos oprimidos"). Na Guerra de Independência, 65000, africanos juntaram-se as forças britânicas - mas de dez para cada um alistados nas fileiras euro-norteamericanos. Lenin disse que "as massas votam com os pés". Nesse caso votaram contra a América. Aí fim da guerra, mais de 19000 africanos subiram a bordo dos navios britânicos evacuando as cidades do Sul em vez de ficar sob domínio dos "patriotas". A participação africana nas forças euro-norteamericanos foi arrancada por necessidade táticas dos colonos, não por solidariedade política.
CAPITULO III - AS CONTRADICOES DE NACAO E CLASSE
III.1 - A CRISE DENTRO DO SISTEMA ESCRAVISTA
A contradição do sistema ESCRAVISTA não era moral - era estratégica. Concentrar milhões de africanos no coração da sociedade branca criava um exército inimigo interno. - africanos que derrotaram os exércitos profissionais das velhas potências europeias em guerra prolongada -, eletrificou todo o hemisfério e estimulou a conspiração de Gabriel (1800), a de Denmark Very em Charleston (1822) e a grande conspiração de 1856 entre mineiros de carvão no Kentucky e Tennessee. Em todos os casos eram precisamente os africanos com mais mobilidade - os trabalhadores urbanos qualificados - que golpeavam o sistema colonial com mais eficácia. A resposta dos colonos foi reterritorializar:vexpulsar os africanos das cidades de volta para as plantacoes.
Thomas Jefferson exemplifica a contradição: proclamação angústia moral pela escravidão enquanto comprava cada vez mais escravos. Seu plano para o "problema negro"vera genocídio gradual:,separar todas as crianças africanas de seus pais e deporta-las, mantendo os adultos escravizados até morrer. Jefferson considerava esse plano "praticável e abençoado" e morreu possuindo mais escravos do que quando começou.
III.2:- ESCRAVIDAO VERSUS COLONIALISMO DE COLONOS
A ESCRAVIDAI foi abolida não por razões humanitárias, mas porque bloqueava o projeto imperial. O sistema ESCRAVISTA cometia três pecados fatais::restringia o crescimento da população branca enquanto concentrava massas de africanos perigosos; bloqueava a expansão continental; impedia o recrutamento de milhões de colonos europeus necessários para guarnecer o continente conquistado.
("O capitalismo precisava de exércitos gigantes de colonos,vindas e ondas de novas tropas de choques europeias para ajudar manter o novo território, desenvolve-lo para a burguesia e guarnecer contra os oprimidos.")
III.3 - O TRABALHADOR BRANCO CONTRA OS OPRIMIDOS NAO BRANCOS
Os imigrantes europeus propuseram-se a "anexar" os empregos que as nações oprimidas haviam criado. Toda a economia do Noroeste do Pacífico fora construída sobre trabalho chinês: 70-80% das fábricas têxteis, 52% dos sapateiros, mais de 80% da indústria pesqueira, 15000 trabalhadores que construíram as ferrovia transcontinental. A resposta do trabalho organizado europeus foi genocida. Terrance Powdery, chefe did Cavaleiros do Trabalho, saudou a Lei de Exclusão Chinesa de 1882, dizendo que a próxima tarefa seria exterminar todos os chineses que ainda viviam nos EUA em um ano. Sam Gompers, fundador da AFL, coautorizou em 1902 um panfleto racista institulado Meat versus Rice, American Manhood Vs Asiatic Coolicism (" A questão era genocídio, executando o trabalho sujo dos capitalistas para colher alguns frutos sangrentos da impressão nacional.
III.4 - O TESTE DA RECONSTRUCAO NEGRA
A Guerra Civil foi dois conflitos simultâneos: a guerra entre capitalistas do Norte e plantadores escravocratas do Sul, e a luta de libertação da nação africana. O levantamento de milhões de africanos - recusando-se a trabalhar, fugindo, pegando em armas -foi o fator decisivo na derrota da Confederação. Dubois disse: ("Foi o escravo fugitivo que colocou os escravistas diante da alternativa de se renderem ao Norte, ou aos negros.")
A Reconstrução Negra foi a resposta neocolonial do Império: oferecer cidadania de papel, governo formal, reformas limitadas - mas nunca a terra, base real da independência nacional. O movimento trabalhista branco apos-se ativa e violentamente a Reconstrução, mesmo quando ela introduziu reformas que beneficiaram diretamente os brancos pobres. Du Bois captou a lógica do trabalhador branco pobre que ingressa a no KKK: ("Quando ele se viu diante da possibilidade de competir com um trabalhador assalariado negro, toda a sua alma se revoltou. Entrou na Lu Klux Klan, que alimentava sua vaidade fazendo-a colaborador do plantadot branco e lhe dava a chance de manter sua superioridade racial matando e intimidando "negros")
Das 130 publicações trabalhistas fundadas entre 1863-73,:somente uma apoiou o mesmo o direito de igualdade democrática para os africanos.
Iii.5 - AS CONTRADICOES DO TRABALHO BRANCO
("O atraso do trabalhador branco não é uma questão de "racismo", de "ideias equivocadas", de "ser enganados pelos capitalistas" - todas formulações idealistas em vez de materialistas;,e antes uma questão de classe e uma questão nacional").
O slogan dominante do movimento dos trabalhadores grancos dos anos 1840 - "Vote Yourself a Farm" - expressava a reivindicação de um direito colonial: terra roubadas dos povos indígenas e mexicanos distribuídas igualmente entre os colonizadores europeus. A diferença entre os "progressistas" e os "reacionários" dentro do campo branco era apenas tática -, os primeiros preferiam a cooptação como estratégia genocida, os segundos o extermínio direto. Ambos serviam ao mesmo império.
CAPITULO IV - SINDICALISMO DOS COLONOS
SECAO 5: AS AS CONDICOES DO TRABALHO BRANCO
A campanha pelo Dia de 8 Horas de Trabalho (1866-1873) foi o primeiro movimento político Costa marítima no Atlântico a vista marítima no Pacífico da classe trabalhadora branca. Mas a campanha pelas oito horas e as campanhas "Anti-Coolie" e anti-africana não eram eventos separados - eram capítulos do mesmo movimento. Os mesmos sindicatos, as mesmas federações, as mesmas organizações de esquerda participavam de ambas. Como Sakai observa sobre o líder Kennedy,vquando ela fala em "a população trabalhadora" e "cada ramo da indústria qualificada", ele está falando exclusivamente de trabalhadores e sindicatos brancos.("Esse estrato surgiu com os pés por cima do proletariado e a cabeça de esforçando em direção a pequena burguesia.")
As seis lições do SINDICALISMO dos colonos que Sakei fórmula explicitamente: (1) o SINDICALISMO não supera o abismo entre nações opressoras e oprimidas; (2) mesmo entre euro-americanod, tem caráter nacional inescapavel; (3) a organização dos oprimidos nos sindicatos dos colonos era apenas um esforço de controle; (4)a unidade dos colonos e contra revolucionária; (5) os euro-americanod "avançados" precisam ser desunidos dos seus companheiros colonos, não reintegrados a massa reacionária pelos movimentos de reforma; j6) o SINDICALISMO tornou-se parodia de si mesmo numa sociedade colonial
CAPITULO V -COLONIALISMO, IMPERIALISMO E ARISTOCRACIA DO TRABALHO
Este é o capítulo teoricamente mais elaborado do livro até aqui - onde Sakey fórmula sua teoria marxista do Colonialismo euro americano (Settlers/colonos) em diálogo explícito com Marx, Engels e Lenin, e onde ele propõe o enquadramento da estratificação de classe específica do Império estadunidense no limiar do Século XX.
V.1 - O "PROLETARIADO BURGUES"
Sakey começa com uma afirmação metodologica: os comunistas nunca acreditaram que a classe trabalhadora fosse um objeto "sagrado" isento de investigação científica. Lenin lembrava propositadamente a Deus camaradas europeus que o "proletariado"original -,de Roma Imperial - não trabalhava, mas era sustentado pelos excedentes do trabalho escravo . A consciência política e o papel de classe das massas de qualquer nação não podem ser assumidos a partir de generalizações históricas - devem ser descobertos por investigações social e análise científica.
O capítulo traça a genealogia da teoria da aristocracia operária, começando com os trabalhadores ingleses nos anos 2839-40, quando o Cartismo mobilização milhões e o socialismo owenists gerava interesse crescente. Alarmados e conscientes de que os enormes lucros do império colonial permitiam algumas concessões, os capitalistas britânicos aliviaram ligeiramente a exploração doméstica - e o resultado foi estagnação ideológica, conservadorismo e chauvinists nacional crescente.
Engels ficou indignado. Em 1858, descreveu os trabalhadores domados nos termos mais diretos:
("O proletariado inglês está na verdade se tornando cada vez mais burguês, de tal modo que está nação mais burguesa de todas aparentemente está visando em última instância a posse de uma aristocracia burguesa e um proletariado burguês ao lado da burguesia.Para uma nação que explora o mundo inteiro, isso e até certo ponto justificável.")
Sakey cita Engels novamente em um texto de 1892: durante o período do monopólio industrial inglês,vos trabalhadores ingleses partilharam em certa medida dos benefícios do monopólio.A minoria privilegiada embolsou a maior parte, mas mesmo a grande massa teve ao menos uma parcela temporária de vez em quando. E essa a razão pela qual, desde a morte do owenismo, não houve socialismo na Inglaterra.
Engels distinguish dois grupos: "a minoria privilegiada" dos aristocratas do trabalho, e a "grande massa" do trabalho assalariado comum. Enquanto a aristocracia laboral participa do trabalho assalariado e cresce da classe trabalhadora, ela não é mais explorada - a burguesia compartilha com essa camada privilegiada uma parte dos super lucros da exploração colonial.
Lenin aprofunda essa análise em 1907, citado por Sakei numa passagem central;
("A classe dos que nada possuem mas também não trabalham e incapaz de derrubar os exploradores.Apenad a classe proletaria, que sustenta toda a sociedade, tem o poder de realizar uma revolução social bem sucedida. E, agora vemos que, como resultado de uma política colonial de longo alcanceo proletariado europeu chegou em parte a uma situação onde não é o seu trabalho que sustenta toda a sociedade, mas o das pessoas das colônias que estão praticamente escravizadas.")
A aristocracia operária PRO-IMPERIALISTA - que Lenin estimava em cerca de 20% - da classe trabalhadora alemã em 1914 - era o líder dos sindicatos e do partido "socialista" alemão. Usando suas posições sancionada pelo Estado, liderava milhões de trabalhadores nos estratos mais proletários. E sabotava os movimentos revolucionários.
Sakai extrai quatro lições patlra o movimento nos EUA:
1. A insintencis de Lenin numa ruptura total com os "socialistas" que se recusavam a apoiar as devoluções anticoliniais em atos foi provada correta. O argumento de que trabalhadores "racistas"seriam trazidos a iluminação revolucionária pela atividade sindical foi provado totalmente falso.
.2. A aristocracia do trabalho de trabalhadores subornado não e neutra - está lutando pelos seus anos capitalistas. Lenin dizia: "Nenhuma preparação do proletariado e possível...a menos que uma luta imediata sistemática ampla e aberta seja travada contra essa camada".3. Quando o novo movimento comunista foi formado, era muito superado em número é organização em toda a Europa fora da Rússia. A resposta de Lenin era ir "mais abaixo e mais fundo,casa massas reais" - os estratos menos organizados, mais oprimidos, menos suscetíveis a organização formal. Na escala global, isso significava o movimento comunista tornando-se verdadeiramente internacionalista, organizando as massas da Ásia,América Latina e África.
4. A análise da aristocracia operária sob o imperialismo ajuda a aprofundar a compreensão das lutas variadas no Imperio estadonidense especificamente.
A ESTRATIFICACAO DE CLASSE DO IMPERIO ESTADONIDENSE EM 1900 e então apresentada de forma esquemática em três stratos nacionais:
No topo, a aristocracia operária de trabalhadores euro-americanod - dominando os ofícios mais bem pagos e os sindicatos restritivos da AFL. Essa "camada privilegiada" de cidadãos "nativos" compreendia cerca de 25% da força de trabalho industrial, tangência do as fileiras da pequena burguesia - feitores, pequenos comerciantes.
Abaixo deles,vim novo estrato proletário recem-impirtadi da Europa Oriental e Meridional -Osv"Hunky" e "David" - que compreendia 59-75% da força de trabalho febril do Norte. Mal pago e pesadamente explorados, sistematicamente barrados dos sindicatos e dos empregos melhor pagos. Não eram cidadaos, tinham apenas uma geração nos EUA...
Na base sustentando tudo o mais: os proletariados coloniais dos trabalhadores africanos, mexicanosindios e asiáticos.
A diferença salarial era abissal e concreta. A família arrendatários africana vivia em escravidão de dívida, trabalhando como família por pouco mais que comida, algumas roupas e o uso de um casebre, "trabalhava do amanhecer ao anoitecer"
Os trabalhadores europeus imigrantes, ganhavam em média entre 10 a 15 vezes o salário dos proletariados coloniais, em média US$6-10 por semana, comparado com a média de USS0,60 centavos que era o salário pago ao proletariado pele não branca. A "camada privilegiada" da aristocracia operária Euro-Estadunidense ganhava em média entre US$15 a 20 dólares por semana, com a maioria sendo proprietários de casas e cidadãos com direitos a votos no Império.
V.2 -OPOSICAO COLONA AO IMPERIALISMO
A Liga Anti Imperialista Americana (1898-1901 - com 40000 membros, liderada por figuras como Mark Twain e Andrew Carnegie -opunha-se a anexação das Filipinas não por anti-imperialismo, mas pelo ponto de vista pequeno burguês do Colonialismo de colonos:: as velhas conquistas continentais eram "boas" porque as terras estavam "vazias" e os europeus as preencheram; as novas conquistas a Ásia eram "ruins" porque traziam populações coloniais que nunca poderia ser americanizada.
V.3 - OS EUA E O COLONIALISMO DE COLONOS SUL-AFRICANOS
O paralelo com a África do Sul e estruturalnente revelador. Trabalhadores africanos tentaram honrar as greves dos trabalhadores brancos repetidamente - mas em cada caso os trabalhadores brancos recusaram o apoio recíproco, servindo como fura-greves e "tropa de choques" para esmagar as lutas sindicais africanas. Um radical Afrikaner captou a lógica:("Os mineiros brancos ganhavam dez vezes mais do que os negros...uma vitória dos mineiros negros teria aumentado o desejo dos donos das minas de reduzir o status dos mineiros brancos, já que qualquer aumento nos salários dos negros teria que ser compensado por uma redução nos salários brancos ou por uma redução nos lucros. Tal era a realidade da situação que os trabalhadores brancos conscientemente ou não, compreendam muito bem.
OS IWW E SEUS LIMITES - O mais avançado experimento do proletariado branco também revelou os limites estruturais intransponíveis. Na greve de lúpulo de 1914, trabalhadores japoneses, mexicanos, gregos,sírios e porto-riquenhos estavam fortemente unidos -e os japoneses foram persuadido a se retirar para não alienar os colonos brancos racistas. O IWW chamou isso de "solidariedade". Durante a Primeira Guerra Imperial, o IWW capítulos completamente: em vez de "transformar a guerra imperialista em guerra revolucionária" (Lenin), seu jornal escrevia que a única coisa que os trabalhadores nas fábricas de munições podiam fazer era "tentar melhorar sua situação" Nunca mais o trabalhador branco seria anti norte americano e anti capitalista.
SINTETIZANDO O RESUMO DOS CAPITULOS I a V: A contribuição decisiva desses capítulos e dupla: Metodologicamente: a análise de classe dos EUA não pode ser feita dentro das fronteiras nacionais -vexigem tomar o sistema colonial inteiro como unidade de análise. Politicamente: o trabalhador estadunidense foi, desde sua formação, um estrato anexionista e predatório que procurava uma posição acima do proletariado, usando as nações oprimidas como degrau. A diferença entre "progressistas" e "reacionários" dentro do campo branco era apenas tática - ambos serviam o império. O experimento mais avançado, demonstrou o teto intransponível: solidariedade retó emrica com os oprimidos, capitulação concreta ao imperialismo quando a hora da verdade chegou
CAPITULO VI - O PROLETARIADO INDUSTRIAL DOS EUA
A virada para o Século XX transformou os EUA na maior potência industrial do mundo, sustentada por uma onda de 1.5 milhões de imigrantes do Sul e leste europeu - poloneses, italianos,vhungaros, judeus, russos. Esses trabalhadores ocuparam a base das fábricas em condições brutais. Mas usinas Carnegie, 11.694 dos 14.539 trabalhadores braçais comuns eram europeus orientais. Um médico documentou que nós texteis de Lawrence, Massachuset, "36:de cada 100 trabalhadores morrem antes dos 25 anos.
Crucial mente, esses imigrantes não eram considerados "brancos" pelos euro-estadunidense - eram racializados como raças inferiores, "açougueiros de raças vendidas", para justificar sua posição de escravos industriais. A resposta do capital foi a Americanizada o: absorve-los na identidade colonizadora e neutralizar seu potencial revolucionário.
Os OPERARIOS INDUSTRIAIS DO MUNDO (,IWW fundados em 1905) representaram o limite máximo da consciência de classe o operária do branco estadunidense. Organizaram as greves mais radicais da história norte americana, incluiam formalmente todas as nacionalidades, e expressava um anti-norte americanismo genuino. Mas fracassaram estruturalnente: "Apesar do seu entusiasmo anti capitalista, o IWW nunca fez planos para se opor ao governo dos EUA - e nunca o fez"
Na pratica,o IWW excluiu trabalhadores japoneses de suas próprias greves, chamando isso de "solidariedade". No Sul, fracassou por não entender a natureza colonial da ocupação africana. Diante da Primeira Guerra Mundial, recuou completamente - seu líder admitiu "Estou perdido quanto a passos concretos contra a Guerra."
A grande greve dos trabalhadores nas Usinas siderúrgicas -365000vtrabalhadoresb- foi derrotada pela traição da aristocracia proletaria branca. Depois, o então líder da greve, e futuro chefe do Partido Comunista dos EUA, culpou os trabalhadores africanos pelo fracasso, comparando-os aos casacos do Czar, numa retórica de incitamento ao linchamento. O capítulo termina com o processo de Americanizado em curso: os imigrantes europeus ascendiam a condição de colonizadores, com os proletários coloniais - africanos, mexicanos, porto-riquenhos - sendo introduzidos abaixo deles para sustentar esse degrau.
CAPITULO VII -O AVANCO DA CIO
Sakey propõe uma tese central: enquanto a Europa dos anos 1939 resolveu sua crise social com o fascismo, os EUAvresolveram-na com o Metal Dela e a CIO. O resultado foi o mesmo do ponto de vista imperial - a classe trabalhadora branca foi incorporada a ordem colonial como base social leal do imperialismo.
AS GREVES DE OCUPACAO (SIT-Downs) de 1936-37 foram a expressão mais radical dessa mobilização. A vitória em FlintMichigan, contra a GM - a empresa mais poderosa do mundo na época -foi decisiva: ("Era óbvio que se a General Motors era incapaz de derrotar os novos sindicatos industriais, um novo dia havia chegado.")
O New Desk de Roosevelt reunificou todos os colonizadores - velhos e novos - elevando os privilégios das minorias nacionais com empregos federais salário mínimos, seguro desemprego e obras públicas.O analista Samuel Lubek registrou: Roosevelt venceu pela primeira vez, com um voto de consciência de classe, alcançando o que socialistas, IWW e comunistas jamais conseguiram.
Mas o New Desk tinha dois rostos No mesmo mês em que recusou usar tropas contra Flint, o governo mantinha metralhadoras em Dan Juan e, no Domingo de Ramos de 1937, a polícia norte americana abriu fogo numa parada do Partido Nacionalista em Pence, Porto Rico, matando 19 e ferindo mais de 100. Nos anos 1930s 500 mil mexicanos, muitos com cidadania norte americana. - foram deportados para liberar empregos para colonizadores.
A seção mais analítica examina como o CIO integrou os trabalhadores pretos não por questão de justiça, mas por controle imperial. A integração onde o trabalho dos pretos eram numericamente forte (fundicoes, frigoríficos,) e segregação onde era fraco - era dois aspectos da mesma hegemonia colonizadora. O primeiro contrato UAW-GM após a vitória em Flint continha cláusula tornando ilegal a promoção de pretos acima de zeladores e fundadores. Na planta GM de Atlanta, o sindicato foi 100% branco por fez anos. Sakey conclui: ("A integração da VII não tinha nada a ver com oportunidades de trabalho para os pretos. Era um novo instrumento de controle da nação opressora sobre os proletários das nações oprimidas.
CAPITULO VIII. - GUERRA IMPERIALISTA E A NOVA ORDEM NORTE AMERICANA
A Segunda Guerra Mundial foi, nas palavras de um soldado norte americano citado na abertura do capítulo, uma luta pela "Grande Casa com o telhado verde brilhante e o grande jardim da frente" Para os colonizadores, foi a última grande fronteira -,renda familiar subindo ,50%, número de supermercados triplicando, reservas bancárias chegando a US$249 bilhões em 2944, enquanto 60 milhões morriam no mundo.
Falei desmonta os dois argumentos para o engajamento norte americano. Primeiro, o anti-nazismo; foram os russos que derrotaram Hitler - 6 milhões de soldados tombaram na guerra contra 160 mil norte americanos. Em abril de 2943, forças soviéticas combatiam 185 divisões NAZISTAS enquanto os EUA e Inglaterra juntos enfrentavam 6. Os EUA esperaram que Alemanha e URSS se esgotassem e entraram para dominar a Europa. Henry Ford financiava Hitler desde 1924, a GM contribuído com os salários funcionários alemães para o Partido Nazistas.
Segundia "autodefesa" após Pearl Harbor: o Almirante Stark havia avisado Roosevelt em Julho de 1941, quatro meses antes do ataque que uma investida japonesa era "certa". Roosevelt queria a guerra no Pacifico - precisava apenas que o Japão "atirasse primeiro"
Na "frente doméstica", a guerra significou ataque aos colonizadora mais próximos. Porto Rico foi estrangulado economicamente para financiar o esforço de guerra - "As crianças desta região estão morrendo lentamente de fome" Os 210 mil japoneses-americanosvforam enviados para os campos de concentração e perderam US$400 milhões em propriedades. As "greves de ódio"-,cujo único objetivo era bloquear emprego ou promoção de pretos-paralisaram a indústria de guerra, com 39 mil trabalhadores da Packard cruzando os braços para impedir a promoção de quatro pretos norte americanos.
A comparação mais reveladora:,prisioneiros de guerra nazistas eram tratados com hospitalidade pelos colonizadores e frequentemente liberados para trabalhar em fazendas norte americanas. Soldados pretos eram barrados dos mesmos restaurantes que serviam oficiais do Rommel: ("soldados nazistas ficavam muito acimas dos soldados pretos norte americanos no que dizia respeito aos colonizadores.").
CAPITULO IX PACIFICACAO NEOCOLONIAL NOS EUA
O mais extenso do livro examina a resposta imperial ao crescimento da resistência colonial interna - combinando repressão fisica, dispersao populacional forçada e produção de lideranças colsboracionistad.
NACOES INDIGENAS:
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